A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, na terça-feira (4), o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e iniciará a série de convocações de autoridades responsáveis pelo enfrentamento a facções e milícias no país.
Entre os primeiros nomes que deverão prestar depoimento estão o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o ministro da Defesa, José Múcio; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada; e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa.
Estados na mira
Governadores e secretários de Segurança Pública de unidades federativas mais afetadas pelo crime organizado, como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas, também serão ouvidos. Representantes do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul — apontados como referências em controle territorial — completam a lista inicial de convidados.
Nove frentes de investigação
O plano de trabalho aprovado divide a investigação em nove eixos: territórios dominados por facções e milícias; lavagem de dinheiro e fluxo financeiro; uso do sistema prisional como centro de comando; corrupção que sustenta cadeias ilegais; rotas de transporte de drogas, armas e demais ilícitos; crimes digitais; integração de órgãos de segurança e Forças Armadas nas fronteiras; experiências nacionais e internacionais de combate; e análise de orçamento e estrutura necessários para reforçar o enfrentamento.
Para o relator, o crime organizado opera como uma “estrutura empresarial” que movimenta recursos, influência e logística. “Desmontar a base econômica dessas organizações é essencial para reduzir a violência”, afirmou Vieira.
Funcionamento da comissão
Instalada nesta semana, a CPI é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como vice-presidente. As reuniões serão semanais, com oitivas presenciais e requisição de dados sigilosos. Ao término dos trabalhos, a comissão deve apresentar relatório com propostas legislativas e encaminhamentos a órgãos competentes.
Vieira ressaltou que o colegiado não será usado como palanque político: “A CPI precisa de diagnóstico claro e soluções concretas. O trabalho será técnico e responsável”.
O cronograma de convocações será divulgado nos próximos dias, marcando o início formal das oitivas.
Para mais detalhes sobre a tramitação de CPIs no Senado, consulte as informações disponíveis no portal oficial do Senado Federal.
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Com informações de Infonet




