
Brasília – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definiu a linha de sucessão para o comando da pasta. O atual secretário-executivo, Dario Durigan, deve assumir o ministério quando Haddad se afastar para colaborar com a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Continuidade na equipe econômica
Com a promoção de Durigan, a Secretaria-Executiva ficará sob responsabilidade de Rogério Ceron, hoje titular do Tesouro Nacional e um dos formuladores do arcabouço fiscal. A escolha consolida um arranjo considerado “puro sangue” pelo Palácio do Planalto, sinalizando ao mercado a manutenção da política de consolidação fiscal.
Para a Secretaria de Reformas Econômicas, a previsão é que Regis Dudena assuma o posto, completando o movimento de cadeiras na equipe.
Perfil de Dario Durigan
Durigan é advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB). Desde junho de 2023 ocupa a Secretaria-Executiva da Fazenda, sendo visto como o “CEO” da estrutura interna do ministério.
Antes de voltar ao serviço público, foi diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil entre 2020 e 2023, cargo criado para reforçar ações de combate a notícias falsas em ano eleitoral. Durigan também já atuou como assessor especial na Prefeitura de São Paulo, durante a gestão de Fernando Haddad, integra o Conselho Fiscal da Vale e preside o conselho de administração do Banco do Brasil.
Caminho de Rogério Ceron
Ceron, cotado para a Secretaria-Executiva, ganhou projeção na formulação do novo arcabouço fiscal aprovado em 2023. A transferência do Tesouro para o segundo posto mais importante da Fazenda assegura, segundo interlocutores do governo, continuidade operacional e conhecimento profundo do fluxo orçamentário.
Desdobramentos eleitorais
O presidente Lula já conversou duas vezes com Haddad para convencê-lo a disputar o governo de São Paulo em 2026. Embora o ministro reafirme a disposição de atuar na campanha nacional, aliados avaliam que a pressão para que ele entre na corrida paulista deve aumentar no segundo semestre.

A transição interna na Fazenda é vista como estratégica para blindar a política econômica de pressões partidárias em ano eleitoral, mantendo interlocutores que circulam com facilidade tanto no Planalto quanto no mercado financeiro da Faria Lima.
Mais detalhes sobre o arcabouço fiscal podem ser consultados no site oficial do Tesouro Nacional, que reúne documentos e indicadores atualizados da política de responsabilidade fiscal.
Para acompanhar outras mudanças no cenário político, o leitor pode visitar a seção de Política do Sé por Dentro, onde as novidades são atualizadas em tempo real.
Com a escolha de Durigan e Ceron, o governo pretende assegurar uma transição suave na condução da Fazenda, sem mudanças bruscas de rumo na gestão econômica.
Fique ligado: continue acompanhando o Sé por Dentro para não perder as próximas atualizações sobre a composição do ministério e o desdobramento das articulações eleitorais.
Com informações de g1
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