Roma, Itália – A equipe jurídica da ex-deputada Carla Zambelli anunciou, nesta quinta-feira (16), que recorrerá imediatamente contra a segunda decisão da Justiça italiana que autoriza sua extradição ao Brasil, desta vez ligada ao porte ilegal de arma durante a campanha de 2022.
- Em resumo: Defesa aciona a Corte de Cassação para tentar anular o novo aval de extradição emitido por tribunais italianos.
Por que a Corte de Cassação é decisiva?
Última instância judicial na Itália, a Corte de Cassação pode rever aspectos processuais e suspender o envio de Zambelli. Segundo a Câmara dos Deputados, recursos do gênero costumam durar meses, o que pode adiar qualquer transferência enquanto o caso estiver pendente.
Os advogados reiteram que a parlamentar tem dupla cidadania e pleiteia asilo político, argumento que já foi rejeitado em primeiro grau, mas que será reapresentado com novos elementos.
“Cabe ressaltar que a decisão de hoje é passível de recurso, e pretendemos apelar à Corte de Cassação, da mesma maneira em que foi feito no outro processo”, diz a nota oficial.
Relembre as condenações que pesam contra a ex-deputada
O primeiro pedido de extradição – ainda sob análise – refere-se à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Em maio de 2025, o STF fixou pena de 10 anos para Zambelli por ser apontada como autora intelectual do ataque que gerou um falso mandado contra o ministro Alexandre de Moraes.
Já o novo despacho italiano trata do episódio de outubro de 2022, quando Zambelli discutiu com um eleitor em São Paulo e o perseguiu com uma pistola em mãos. Pelo caso, o Supremo a sentenciou, em agosto passado, a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento com violência.
Fuga, prisão em Roma e cenário político
Em julho de 2024, após a ordem de prisão emitida por Moraes, a ex-deputada desembarcou em Roma e acabou detida pela polícia local. Desde então, aguarda o desfecho do processo em território italiano, respaldada pelo passaporte europeu.
O governo brasileiro sustenta que os crimes são comuns e não políticos, requisito básico para obter cooperação internacional. Caso a Corte de Cassação mantenha o entendimento das instâncias inferiores, a extradição poderá ser executada em dias.
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