Aracaju/SE – Na última terça-feira, 31, o Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), da Secretaria de Estado da Saúde, reuniu pacientes, familiares e profissionais para uma roda de conversa que ligou saúde mental, sororidade e autodefesa física, encerrando a programação do Mês da Mulher com um chamado urgente ao autocuidado.
- Em resumo: Mulheres aprenderam técnicas de defesa pessoal e receberam orientação para reconhecer sinais iniciais de violência doméstica.
Por que a conversa foi além do bate-papo?
Além de trocar experiências, o grupo participou de aulas de dança, exercícios para fortalecimento emocional e demonstrações de defesa pessoal. Segundo a gerente assistencial Camila Barbosa, a proposta foi reforçar união e solidariedade entre mulheres, indo além do ambiente clínico tradicional. Dados do Ministério da Saúde apontam que ações de apoio psicossocial reduzem em até 30% os índices de depressão pós-pandemia.
A combinação entre movimento corporal e diálogo aberto criou um espaço seguro onde vítimas e potenciais vítimas puderam identificar comportamentos abusivos e atualizar sua rede de apoio.
“Os encontros em formato de bate-papo promovem acolhimento e orientação, ajudando as participantes a identificar situações de risco e a conhecer os caminhos para buscar apoio”, destacou a delegada Mariana Amorim.
O que isso muda para pacientes e familiares?
Para mães que já enfrentam a rotina intensa da reabilitação infantil, a atividade trouxe alívio e informação. Tatiana dos Santos Souza, mãe de Danilo, que realiza reabilitação visual no CER IV, relatou sentir-se fortalecida ao aprender que “não deve aceitar ser menosprezada ou desrespeitada, seja por palavras, atitudes ou qualquer tipo de violência”.
Especialistas lembram que o cuidado compartilhado com os familiares reduz abandono de tratamento, melhora adesão a terapias e eleva a autoestima das cuidadoras, criando um círculo virtuoso de saúde integral.
Crédito da imagem: Divulgação / SES
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