O cofundador da Oracle, Larry Ellison, viu sua fortuna encolher em US$ 31 bilhões (aproximadamente R$ 168 bilhões) na quinta-feira, 11 de dezembro, segundo levantamento da revista “Forbes”. O tombo o empurrou da segunda para a terceira posição entre as pessoas mais ricas do mundo.
No fim do pregão, o patrimônio de Ellison foi estimado em US$ 249,5 bilhões (R$ 1,353 trilhão), valor inferior ao de Larry Page, do Google, que assumiu a vice-liderança com US$ 256,7 bilhões. O topo permanece com Elon Musk, detentor de US$ 491,9 bilhões.
Queda das ações derruba fortuna
A perda bilionária está diretamente ligada à desvalorização de mais de 10% dos papéis da Oracle no mesmo dia, após a divulgação de resultados financeiros abaixo das expectativas de mercado. Como 41% da empresa pertence a Ellison, a redução nas cotações afetou imediatamente seu patrimônio.
Analistas atribuem o recuo dos papéis a preocupações sobre o ritmo de retorno dos pesados investimentos da companhia em inteligência artificial e ao aumento do endividamento para financiar essa estratégia.
Top 5 bilionários da “Forbes”
Confira os cinco mais ricos no fechamento de 11 de dezembro:
- Elon Musk (Tesla e SpaceX): US$ 491,9 bilhões
- Larry Page (Google): US$ 256,7 bilhões
- Larry Ellison (Oracle): US$ 249,5 bilhões
- Jeff Bezos (Amazon): US$ 241,9 bilhões
- Sergey Brin (Google): US$ 236,8 bilhões
Império construído na Oracle
Fundada em 1977, a Oracle tornou-se referência global em gerenciamento de bancos de dados, servidores e, mais recentemente, serviços em nuvem e IA. Ellison, além de cofundador, atua como presidente do conselho e diretor de tecnologia; ele foi CEO durante 37 anos, até 2014.
Entre outros ativos, o empresário detém quase metade da Paramount Skydance, companhia de mídia avaliada em US$ 8,4 bilhões, e já integrou o conselho da Tesla entre 2018 e 2022. Atualmente, mora na ilha havaiana de Lanai, adquirida por cerca de US$ 300 milhões em 2012.
Mesmo após a queda recente, a Oracle segue com valor de mercado de US$ 566 bilhões e disputa espaço com gigantes como Microsoft e Amazon no segmento de computação em nuvem.
As flutuações expressivas na fortuna de Ellison ilustram como a riqueza ligada a grandes participações acionárias pode variar rapidamente conforme o humor dos investidores.
Com informações de G1
Segundo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), períodos de divulgação de resultados costumam provocar fortes oscilações nas ações de empresas listadas.
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