Brasília – A disparada do petróleo após os bombardeios no Oriente Médio já chegou às bombas brasileiras, com a gasolina R$ 0,40 mais cara e o diesel rondando R$ 7,30 por litro, apesar do pacote federal de R$ 30 bilhões para conter a alta.
- Em resumo: Mesmo com isenções de impostos, fiscalização e subsídios, os preços seguem subindo.
Por que o alívio fiscal não aparece?
O governo zerou PIS/Cofins e propôs compensar estados pela perda de ICMS, mas governadores resistem a abrir mão da principal fonte de receita. Fábio Couto, repórter especializado em energia, lembra que parte da escalada vem de custos internacionais que o Palácio do Planalto não controla.
Outro ponto é a suspeita de repasse oportunista por distribuidoras e postos. A Agência Nacional do Petróleo intensificou blitzes e cruzará notas fiscais com dados do Banco Central para rastrear margens fora do padrão.
“Na média, o litro do diesel está em quase R$ 7,30; um aumento de 20% no período.”
Efeito cascata na inflação
O diesel move caminhões e, portanto, encarece fretes que embutem o custo em alimentos, eletrodomésticos e até remédios. Especialistas alertam que, sem freio, o índice oficial de preços pode superar a meta anual, exigindo alta extra na taxa básica de juros.
O cenário é tão delicado que empresas de transporte já falam em risco de desabastecimento, caso o barril volte a tocar US$ 120 ou se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por mais tempo.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
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