São Paulo (SP) – O ex-ministro José Dirceu afirmou recentemente que o desempenho do PT em São Paulo será o divisor de águas para o partido repetir, em 2026, o êxito visto na eleição presidencial anterior, quando a perda de votos da oposição no Sudeste abriu caminho para a vitória petista.
- Em resumo: Dirceu chama São Paulo de “grande batalha” e coloca Haddad e Tebet na linha de frente.
Por que São Paulo virou o campo decisivo
Segundo Dirceu, a sigla tem terreno confortável no Nordeste e disputa equilibrada no Norte e Centro-Oeste, mas ainda patina no Sul. O cálculo, portanto, é que o eleitorado paulista, o maior do país, funcione como contrapeso estratégico ao restante do Sudeste. Dados da Câmara dos Deputados mostram que o estado concentra quase 23% dos votos nacionais, peso que pode definir o resultado final.
Para conquistar essa fatia, o PT prepara ofensiva com líderes que já possuem recall na capital e no interior.
“A verdadeira batalha ocorre em solo paulista”, pontuou Dirceu, destacando a missão de virar votos em um reduto historicamente adverso.
Haddad, Tebet e a “tropa de elite”
No centro da estratégia está Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, cuja atuação econômica teria potencial de atrair o eleitor urbano de renda média. Ao lado dele, a ministra Simone Tebet surge como carta para o público moderado, ampliando a margem fora da base militante tradicional.
Dirceu sustenta que nomes de “primeira linha” aumentariam a confiança do eleitor na gestão federal e esvaziariam discursos oposicionistas sobre inexperiência ou radicalismo do partido.
Crédito da imagem: Divulgação
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