Sergipe registrou 41 doações de órgãos entre janeiro e julho de 2026, alta de aproximadamente 41% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço também aparece nas notificações de potenciais doadores.
Sergipe registrou 41 doações de órgãos entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES). No mesmo período de 2025, foram contabilizadas 29 doações, o que representa um crescimento de aproximadamente 41%.
O número de notificações de potenciais doadores também aumentou. Nos primeiros sete meses deste ano, foram 155 notificações, contra 99 no mesmo intervalo de 2025. Em 2026, 59 protocolos de morte encefálica foram concluídos, e 41 deles resultaram efetivamente em doação de órgãos.
Grande parte das captações acontece no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju. O processo reúne equipes assistenciais, profissionais da OPO e trabalhadores dos setores críticos da unidade, desde a identificação e notificação dos potenciais doadores até a condução do protocolo de morte encefálica, o acolhimento das famílias e a organização da captação.
De acordo com a coordenadora da OPO-SES, Darcyana Lisboa, a alta nos indicadores está ligada ao fortalecimento do trabalho integrado dentro do hospital. “Houve uma melhora significativa no processo de doação de órgãos, especialmente em relação ao aceite familiar. Esse resultado está diretamente relacionado ao trabalho que vem sendo desenvolvido dentro do Hospital de Urgência de Sergipe, com a atuação integrada não apenas da equipe da OPO, mas também dos profissionais que trabalham nos setores críticos e que têm um papel fundamental na identificação e no acompanhamento dos potenciais doadores”, afirmou.
Para Darcyana Lisboa, o crescimento das notificações e das doações reforça a necessidade de uma atuação contínua em todas as etapas. “Esse crescimento nas notificações e nas doações mostra a importância de uma atuação conjunta e contínua. Desde a identificação do potencial doador, passando pela condução do protocolo de morte encefálica e pelo diálogo com a família, existe todo um trabalho técnico e humano que precisa ser realizado com responsabilidade”, destacou.
O acolhimento aos familiares é apontado como uma fase essencial do processo. Durante a investigação da morte encefálica, a equipe esclarece dúvidas, oferece suporte psicológico e, quando há desejo da família, permite o acompanhamento de algumas etapas dos exames previstos no protocolo. Segundo a coordenadora, esse contato exige sensibilidade e comunicação eficaz em um momento de grande fragilidade emocional.
Após a captação, os órgãos são destinados a potenciais receptores de todo o país.



Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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