Dois integrantes do primeiro escalão federal foram desligados de suas legendas nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, depois de confirmarem que continuariam nos respectivos cargos no Executivo. A decisão mais recente partiu do Partido Progressistas (PP), que afastou o ministro do Esporte, André Fufuca, por “incompatibilidade” com a orientação partidária.
Fufuca assumiu a pasta em setembro de 2023 e, apesar da ruptura com o partido, informou que permanece no comando do ministério. A legenda não detalhou se pretende abrir processo disciplinar ou impor outras sanções.
Outro ministro — ainda não oficialmente identificado na nota divulgada pelo governo — igualmente perdeu o vínculo com sua sigla pelo mesmo motivo: a decisão de continuar no Executivo. Os dois casos foram anunciados com poucas horas de diferença.
As direções partidárias argumentam que a permanência no governo contraria orientações internas de independência em relação ao Palácio do Planalto. As legendas também ressaltaram que o afastamento não implica, por ora, perda de mandato parlamentar ou pedido imediato de desfiliação.
Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que não comentará questões internas de partidos, mas reiterou que os ministros seguem “à frente de suas atribuições”.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a perda de vínculo partidário não afeta a ocupação de um cargo de ministro de Estado, já que a legislação eleitoral trata somente de mandatos eletivos. Mais detalhes sobre regras de fidelidade partidária podem ser conferidos no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Com informações de Agência Brasil
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