As remessas externas de soja do Brasil alcançaram 102,2 milhões de toneladas entre janeiro e outubro, volume que já ultrapassa todo o resultado obtido em 2023, informou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta quarta-feira (8).
O novo recorde se deve, principalmente, ao aumento das compras chinesas. Desde maio, a China deixou de adquirir a oleaginosa dos Estados Unidos, após impor tarifa de 20% em abril como resposta a medidas comerciais adotadas pelo então presidente norte-americano Donald Trump.
Participação chinesa segue elevada
Segundo a Anec, a China absorveu 6,5 milhões de toneladas da soja brasileira em setembro, equivalentes a 93% dos embarques do mês. No acumulado de 2025, a participação chinesa nas exportações do Brasil ficou em 79,9%, acima da média de 74% registrada entre 2021 e 2024, mas ainda abaixo dos 80,55% registrados em 2018.
Safra recorde impulsiona oferta
O Brasil colheu neste ano mais de 170 milhões de toneladas de soja, também um recorde. Em outubro, a entidade projeta embarques de 7,12 milhões de toneladas. Para o ano completo, a expectativa é de 110 milhões de toneladas exportadas, considerando que outras 8 milhões devem ser despachadas entre novembro e dezembro.
Milho e farelo de soja
Para o milho, a Anec estima embarques de 6 milhões de toneladas em outubro, cerca de 380 mil toneladas acima do volume de um ano antes. De janeiro a outubro, as vendas externas do cereal somam 30 milhões de toneladas, mantendo o país como segundo maior exportador mundial, atrás dos EUA.
Já o farelo de soja deve atingir 1,92 milhão de toneladas exportadas neste mês, abaixo das 2,46 milhões de toneladas registradas em outubro do ano passado. No acumulado até o fim do mês, as remessas brasileiras de farelo devem ultrapassar 19 milhões de toneladas.
Informações detalhadas sobre a produção agrícola brasileira podem ser consultadas no Ministério da Agricultura e Pecuária.
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Com o ritmo atual de embarques e a forte demanda chinesa, o Brasil consolida sua posição de maior fornecedor global de soja. Continue acompanhando nossas publicações para ficar por dentro dos próximos números e projeções do setor.
Com informações de G1
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