O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (13) em baixa de 0,22% às 09h05 (horário de Brasília), negociado a R$ 5,2303. O recuo vem no mesmo dia em que o mercado internacional de energia mantém o barril de petróleo próximo dos US$ 100 e em que o governo federal detalha medidas para suavizar o impacto da alta dos combustíveis no país.
Petróleo ainda perto de patamar elevado
Mesmo após ter avançado cerca de 9% na véspera e alcançado o maior valor em quase quatro anos, o Brent recuava 1,41% por volta das 9h, cotado a US$ 99,09. O movimento de correção não apaga a valorização aproximada de 40% acumulada desde o início do conflito no Oriente Médio, que também elevou o WTI a US$ 93,72 no mesmo horário. Analistas seguem atentos a possíveis interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica do comércio mundial de petróleo, e ao efeito limitado da licença de 30 dias concedida pelos Estados Unidos para a compra de carregamentos russos embarcados até quinta-feira (12).
Planalto zera tributos e cria taxa sobre exportação
Para evitar repasses imediatos ao consumidor, o Executivo federal zerou PIS e Cofins sobre o diesel, ofereceu apoio financeiro a produtores e importadores do combustível e instituiu um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto. A expectativa oficial é reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço nas bombas. A Petrobras confirmou adesão ao programa após aprovação de seu conselho de administração.
Indicadores nos Estados Unidos no radar
Nos EUA, investidores aguardam a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro, o relatório Jolts com projeção de 6,7 milhões de vagas abertas e a leitura anualizada do PIB do quarto trimestre. Os dados podem influenciar decisões futuras do Federal Reserve sobre juros e, consequentemente, a cotação do dólar.
No acumulado, a moeda norte-americana registra queda de 0,03% na semana, alta de 2,11% no mês e recuo de 4,49% em 2026. Já o Ibovespa — que inicia o pregão às 10h — exibe perdas de 0,04% na semana, 5,03% no mês e avanço de 11,27% no ano.
Fonte: g1
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