São Paulo, 16 de outubro de 2025, 10h30 – O dólar caía 0,22% e era negociado a R$ 5,4506 no início da manhã desta quinta-feira, enquanto o Ibovespa recuava 0,68%, aos 141.641 pontos. O movimento reflete a expectativa do mercado para a reunião entre Brasil e Estados Unidos sobre o tarifaço e a nova escalada de atritos comerciais entre Washington e Pequim.
Câmbio e bolsa
No acumulado da semana, o dólar registra baixa de 0,74%; no mês, sobe 2,63%; e, no ano, recua 11,61%. Já o principal índice da B3 avança 1,37% na semana, perde 2,48% em outubro e acumula alta de 18,56% em 2025.
Reunião sobre o tarifaço
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, se encontram nesta tarde, em Washington, para discutir as tarifas de até 50% impostas pelos EUA a produtos brasileiros desde 6 de agosto. O encontro foi agendado após conversa telefônica entre os dois diplomatas na semana passada e confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os temas na mesa está o impacto das sanções a autoridades brasileiras e a possibilidade, ventilada pelo presidente Donald Trump, de avançar na criação de uma moeda comum entre os países do Brics.
Atividade econômica
O IBC-Br, prévia do Produto Interno Bruto, subiu 0,4% em agosto ante julho, interrompendo três meses de queda. O resultado veio abaixo da expectativa (0,6%), mas, na comparação anual, ficou positivo em 0,1% e, em 12 meses, acumula alta de 3,2%.
No recorte setorial, a indústria avançou 0,8% e os serviços, 0,2%; a agropecuária recuou 1,9%. Sem o peso do campo, o indicador manteria crescimento de 0,4%. O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou juros elevados por mais tempo para conter a inflação. No relatório Focus, as projeções para o PIB apontam expansão de 2,16% em 2025 e 1,80% em 2026.
Tensões EUA-China
A imprensa oficial chinesa publicou resposta em sete pontos às críticas norte-americanas sobre o controle das exportações de terras raras. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, classificou as restrições de Pequim como tentativa de dominar a cadeia global de suprimentos e ameaçou tarifas superiores a 100% a partir de 8 de novembro, caso não haja recuo.
O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yongqian, acusou Washington de distorcer as medidas e garantiu que pedidos de exportação com uso civil serão aprovados normalmente.
Paralisação nos EUA
A paralisação parcial do governo americano chegou ao 16º dia. Mais de 750 mil servidores permanecem afastados, exceto militares e outras categorias consideradas essenciais. O Senado deve votar novamente nesta manhã proposta republicana para reabrir o governo, após nove rejeições anteriores. O impasse gira em torno dos subsídios de saúde ligados ao Obamacare.
Mercados internacionais
Os índices futuros dos EUA operam em alta: Dow Jones (+0,36%), S&P 500 (+0,36%) e Nasdaq (+0,51%). Na Europa, o panorama é misto: STOXX 600 (+0,36%), DAX (+0,11%), FTSE 100 (-0,15%), CAC 40 (+0,65%) e FTSE MIB (+0,31%). Na Ásia, Xangai subiu 0,10%, CSI300 avançou 0,26%, Hang Seng caiu 0,09%, Nikkei ganhou 1,27%, KOSPI saltou 2,49%, TAIEX teve alta de 1,36% e Straits Times perdeu 0,33%.
Com os investidores acompanhando simultaneamente a agenda de negociações tarifárias, dados econômicos domésticos e o noticiário externo, a volatilidade deve permanecer ao longo do dia.
Dados detalhados sobre o IBC-Br podem ser consultados no site oficial do Banco Central do Brasil.
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Com informações de g1
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