Sergipe registrou R$ 52,004 bilhões em circulação nos oito primeiros meses de 2026, avanço de 32,02% ante 2025. Em agosto, a movimentação foi de R$ 6,6393 bi — R$ 1,32 bilhão a mais que em ago/2025 (alta de 24,88%).
A economia de Sergipe movimentou R$ 52,004 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, um crescimento de R$ 12,613 bilhões em relação ao mesmo período de 2025, quando a circulação financeira somou R$ 39,391 bilhões. O avanço representa alta de 32,02% no acumulado do ano e coloca o estado na 9ª posição entre as 27 unidades da Federação em termos percentuais de crescimento.
Na comparação mensal, agosto de 2026 também apresentou desempenho positivo: foram R$ 6,6393 bilhões movimentados, contra R$ 5,3167 bilhões em agosto de 2025. A diferença é de cerca de R$ 1,32 bilhão, com variação de 24,88% em 12 meses.
O crescimento percentual registrado até agosto colocou Sergipe à frente de estados como Rio de Janeiro (31,60%), Amazonas (29,65%), Minas Gerais (26,88%) e Bahia (25,83%), segundo estudo exclusivo da Fecomércio Sergipe que levantou os números da movimentação financeira.
Na avaliação do economista Marcio Rocha, o comportamento observado no acumulado do ano e no mês de agosto indica ampliação do fluxo de recursos na economia estadual.
“O crescimento acumulado de 32,02% demonstra uma expansão relevante da movimentação financeira em Sergipe. O acréscimo de R$ 12,61 bilhões nos primeiros oito meses dá dimensão concreta desse avanço. Também merece destaque o resultado de agosto, que apresentou crescimento de 24,88% sobre o mesmo mês do ano anterior. Em conjunto, esses indicadores sinalizam um ambiente econômico favorável e uma ampliação importante do fluxo financeiro, com potencial para contribuir para a atividade do comércio, dos serviços, o consumo e a circulação de renda no estado”, pondera Rocha.
O relatório ressalta que o aumento da movimentação financeira tende a beneficiar setores como comércio e serviços, ao ampliar o fluxo de recursos entre empresas e consumidores. Ainda assim, o documento alerta que esse indicador não representa, isoladamente, a totalidade do crescimento econômico, já que a atividade depende de variáveis como emprego, renda, crédito e investimentos.
A Fecomércio Sergipe aponta que o resultado reforça a importância de medidas que favoreçam a atividade empresarial e incentivem a transformação desse aumento da circulação financeira em oportunidades concretas para empresas, trabalhadores e consumidores.
“Esse crescimento é importante para o comércio e os serviços porque uma maior circulação financeira pode ampliar oportunidades para empresas, trabalhadores e consumidores. A possibilidade de encerrarmos o ano com uma movimentação próxima de R$ 78 bilhões, caso o ritmo atual seja mantido, reforça a dimensão desse momento. É fundamental manter políticas e ações que estimulem o desenvolvimento econômico, melhorem o ambiente de negócios e permitam que Sergipe transforme esse avanço em crescimento sustentável e em novas oportunidades para toda a sociedade”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade.
Mantido o ritmo observado até agosto, a movimentação financeira de Sergipe poderá se aproximar de R$ 78 bilhões até o fim de 2026, conforme a projeção mencionada pela entidade. O resultado final, porém, dependerá do comportamento da economia nos meses restantes do ano.
Até o momento, o acréscimo de R$ 12,613 bilhões e as altas de 32,02% no acumulado do ano e de 24,88% em agosto mantêm Sergipe entre os dez estados com maior expansão percentual da movimentação financeira no período analisado.
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