21 de novembro de 2025 – Indianápolis (EUA) – A Eli Lilly ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, feito inédito para uma empresa do setor farmacêutico e até então restrito a gigantes da tecnologia.
Crescimento puxado por medicamentos para obesidade
A valorização superior a 35% nas ações em 2025 tem origem, sobretudo, na forte demanda pelos remédios para perda de peso Mounjaro e Zepbound, ambos à base de tirzepatida. Somados, eles já superaram o Keytruda, da Merck, como o medicamento mais vendido do mundo.
A Lilly deslanchou após dificuldades de abastecimento do Wegovy, da rival Novo Nordisk, em 2021. Além de colocar os produtos nas prateleiras mais rapidamente, a farmacêutica norte-americana apresentou resultados clínicos considerados mais eficazes e ampliou a produção em ritmo acelerado.
Números impressionam Wall Street
As ações da companhia bateram recorde histórico e eram negociadas a US$ 1.051, alta de quase 1% no dia. Segundo dados da LSEG, os papéis estão em torno de 50 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, um dos múltiplos mais elevados do setor.
No último trimestre divulgado, a empresa registrou US$ 10,09 bilhões em vendas de produtos para obesidade e diabetes, pouco mais da metade da receita total de US$ 17,6 bilhões. Desde o lançamento do Zepbound, no fim de 2023, a valorização das ações supera 75%, frente a pouco mais de 50% do índice S&P 500.
Próximos passos
Os investidores agora acompanham o andamento do orforglipron, versão oral para obesidade que pode ser aprovada no início de 2026. Relatório do Citi classifica a nova geração de medicamentos GLP-1 como “fenômeno de vendas” e vê o orforglipron beneficiando-se do sucesso dos antecessores injetáveis.
A empresa também deve se favorecer de um acordo de preços firmado com o governo Donald Trump, que pode ampliar o acesso ao tratamento para até 40 milhões de norte-americanos. Analistas avaliam que a medida pode pressionar as margens a curto prazo, mas deve sustentar o crescimento da base de pacientes.
Evan Seigerman, da BMO Capital Markets, afirma que a avaliação de mercado reflete “confiança na sustentabilidade de longo prazo da franquia de saúde metabólica”. Já James Shin, do Deutsche Bank, vê a Lilly surgindo como alternativa às chamadas “Sete Magníficas” da tecnologia.
Apesar do desempenho, especialistas acompanham de perto o impacto de possíveis reduções de preço do Mounjaro e do Zepbound e a capacidade da companhia de equilibrar expansão industrial, portfólio diversificado e aquisições.
Dados da Food and Drug Administration (FDA) detalham o processo de aprovação de medicamentos nos Estados Unidos.
Para continuar informado sobre temas de alta repercussão, visite a seção Destaques do nosso site.
O marco de US$ 1 trilhão reforça a mudança de patamar da Eli Lilly no mercado mundial. Acompanhe as próximas atualizações e compartilhe esta notícia.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








