A presença de plantas venenosas em áreas de pastagem tem provocado perdas consideráveis na pecuária brasileira. Espécies como erva-de-rato (ou cafezinho), maria-mole, samambaia-do-campo e cicuta (também chamada de funcho-selvagem) oferecem risco de intoxicação e, em muitos casos, levam os animais à morte.
O médico-veterinário Ronerio Bach explica que as plantas responsáveis por morte súbita deixam poucos sinais clínicos: “Somente com avaliação profissional e, às vezes, necrópsia é possível confirmar o diagnóstico”. Outras espécies provocam sintomas como diarreia, constipação, dificuldade de alimentação e alterações hepáticas e renais.
Segundo Bach, a subnotificação dificulta a mensuração do problema. “Estudos indicam que até 15 % das mortes em bovinos podem estar relacionadas a plantas tóxicas. Como o diagnóstico é complexo, muitos casos acabam atribuídos a picadas de cobra, clostridioses ou raiva”, detalha.
Produtores reforçam inspeções e uso de herbicidas
O criador João Flávio relata ter perdido três animais por intoxicação. Há dez anos, ele intensificou a vistoria nos pastos e passou a aplicar herbicidas. “Quando encontramos uma planta suspeita, recolhemos em sacos, levamos para a sede e incineramos”, afirma.
No noroeste paulista, o administrador Vinicius Gonçalves adota a integração lavoura-pecuária, alternando milho e capim. Mesmo assim, mantém pulverizações anuais. “As sementes dessas ervas podem ficar no solo. Com trator e bomba, aplicamos um único produto e eliminamos as plantas tóxicas”, explica.
A reportagem foi exibida pelo programa Nosso Campo em 28 de setembro de 2025.
Especialistas da Embrapa oferecem cartilhas gratuitas com orientações para identificação e controle de espécies que afetam o gado.
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Manter pastagens limpas, realizar rotações de culturas e aplicar herbicidas de forma programada são medidas essenciais para reduzir perdas e proteger a saúde do rebanho. Continue informado e compartilhe este conteúdo com quem lida diariamente com a pecuária.
Com informações de G1
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