O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou neste sábado, 10 de janeiro de 2026, que Washington avalia retirar, já na próxima semana, novas sanções econômicas impostas à Venezuela com o objetivo de facilitar a comercialização do petróleo do país sul-americano.
Segundo Bessent, quase US$ 5 bilhões em Direitos Especiais de Saque (SDRs) venezuelanos atualmente congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI) poderiam ser liberados para ajudar na reconstrução da economia venezuelana. O secretário também afirmou que o Tesouro analisa mecanismos para que a receita das vendas de petróleo — atualmente estocada, em grande parte, em navios-armazém — seja repatriada com mais rapidez.
“Estamos estudando como esses recursos podem voltar à Venezuela para manter o funcionamento do governo, dos serviços de segurança e chegar ao povo venezuelano”, disse Bessent em entrevista à agência Reuters, sem detalhar as medidas.
Receitas sob controle dos EUA
Após a operação militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro na semana passada, o comércio de petróleo entre os dois países foi retomado. Toda a receita obtida com as vendas será inicialmente depositada em contas controladas pelo governo norte-americano em bancos internacionais reconhecidos.
O Departamento de Energia dos EUA informou que conta com o apoio financeiro de grandes tradings de commodities e de bancos globais para viabilizar as transações. De acordo com o órgão, os valores arrecadados serão distribuídos “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA”.
Petróleo à venda
Na última terça-feira (6), o presidente Donald Trump anunciou que o país pretende refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano retidos em razão do bloqueio americano. As vendas começam “imediatamente” e seguirão por tempo indeterminado, segundo o governo.
Trump afirmou ainda que as grandes petroleiras dos EUA serão convidadas a investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura de produção venezuelana, atualmente em crise. Antes das primeiras sanções, refinarias na Costa do Golfo importavam cerca de 500 mil barris diários de petróleo pesado da Venezuela.
Além da análise sobre a flexibilização das sanções, Bessent deve se reunir nos próximos dias com representantes do FMI e do Banco Mundial para discutir a retomada das relações financeiras com Caracas, incluindo a reestruturação de uma dívida estimada em US$ 150 bilhões.
Próximos passos
O secretário do Tesouro acredita que empresas privadas de menor porte irão “mover-se rapidamente” para retornar ao setor de petróleo venezuelano, caso as restrições sejam afrouxadas. Não foi divulgado um cronograma oficial para a decisão final sobre as sanções.
A análise ocorre em meio à apreensão de navios ligados à Venezuela e à Rússia, além de encontros programados entre o governo americano e executivos do setor petrolífero para discutir a expansão dos negócios na região.
Os desdobramentos das negociações nas próximas semanas indicarão o ritmo da reintegração da Venezuela ao mercado internacional de petróleo e a possível liberação de parte de seus ativos financeiros externos.
Dados adicionais sobre o volume de SDRs e sobre políticas de assistência financeira podem ser consultados no site oficial do Fundo Monetário Internacional.
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Em resumo, o governo dos Estados Unidos avalia uma flexibilização das sanções para permitir a entrada de recursos na Venezuela e destravar o comércio de petróleo, medida vista como crucial para a recuperação econômica do país vizinho. Continue acompanhando nossas publicações para saber como essa decisão poderá impactar o mercado global de energia.
Com informações de G1
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