Brasília – O aumento de quase 10% nas compras brasileiras de vinhos do Chile em 2025 transformou o país no principal destino das garrafas produzidas pelos vizinhos andinos e compensou parte da retração nas vendas aos Estados Unidos, segundo dados da associação Wines of Chile.
De abril a julho, os rótulos chilenos passaram a pagar tarifa de 10% para entrar no mercado norte-americano, decisão tomada pelo governo Donald Trump dentro do pacote de “tarifas recíprocas”. Como resultado, as exportações para os EUA, segundo maior cliente do Chile, encolheram 13% nos primeiros sete meses do ano.
“Sempre que surge um obstáculo, há congelamento ou desaceleração nas vendas”, explicou Angelica Valenzuela, diretora comercial da Wines of Chile. No início, produtores e importadores bancaram o custo extra; agora, o repasse de preços ao consumidor americano já afeta o volume negociado.
Brasil assume a liderança nas importações
Enquanto o mercado dos EUA perde dinamismo, o Brasil consolida-se como principal comprador, respondendo por quase metade das importações totais de vinho chileno. O crescimento da demanda local vem acompanhado de um público consumidor cada vez maior, principalmente entre mulheres e pessoas com renda mais elevada, de acordo com Valenzuela.
Desempenho em outros mercados
Na China, terceiro maior destino, as vendas caíram 23% no mesmo período, movimento atribuído à desaceleração do consumo interno no gigante asiático. Já Canadá, Japão, Irlanda e Coreia do Sul registraram avanço, enquanto México, Holanda e Reino Unido tiveram redução.
No consolidado, as exportações totais de vinho do Chile permaneceram estáveis em 2025. A estratégia agora, afirma a Wines of Chile, é reforçar a imagem do país como fornecedor de vinhos premium e produzidos sob padrões de sustentabilidade.
Em relatório recente, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) apontou que a América do Sul vem ampliando participação no mercado global, apoiada em políticas comerciais e expansão do consumo interno.
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Com informações de g1
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