Piracicaba (SP), 19 out. 2025 ― As vendas externas brasileiras de suco de laranja somaram 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado entre julho e setembro, primeiro trimestre da safra 2025/26, volume 4% menor que o registrado em igual intervalo do ciclo anterior. A receita totalizou US$ 751,3 milhões, retração de 15%, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Participação de EUA e União Europeia se iguala
Pela primeira vez em vários anos, Estados Unidos e União Europeia partilharam praticamente o mesmo espaço na pauta de exportação do setor, com cerca de 48% do total cada um. O mercado norte-americano elevou suas compras em 13%, mesmo com a tarifa residual de 10%, enquanto o bloco europeu reduziu aquisições em 8%, influenciado por preços elevados e questões de qualidade na safra passada.
Questão tarifária
A isenção da sobretaxa adicional de 40% para o suco concentrado mantida por Washington colaborou para sustentar os envios aos EUA. Subprodutos como óleos e farelos, entretanto, seguem sujeitos à alíquota de 50%, o que limita a competitividade desses itens, destaca o Cepea.
Safra anterior teve receita recorde
No ciclo 2024/25, encerrado em junho, o Brasil exportou o menor volume de suco em quase três décadas, mas alcançou receita recorde de US$ 3,48 bilhões, 28,4% acima da temporada anterior, impulsionada pela oferta restrita.
Desafios à frente
Pesquisadores alertam que a retomada completa da demanda externa ainda é incerta, especialmente diante de possíveis elevações tarifárias e de fatores sanitários, como a expansão do greening nos pomares paulistas.
A íntegra dos dados pode ser consultada no site do Cepea/Esalq-USP.
Para acompanhar outras informações sobre a economia do Nordeste, acesse a editoria Sergipe do Sé por Dentro.
Fique por dentro: siga nossas atualizações e receba as principais notícias do agronegócio diretamente no seu dispositivo.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








