O Banco Central (BC) instaurou uma investigação interna para verificar possíveis falhas na condução do caso Banco Master, concentrando-se nas decisões adotadas desde 2019, período em que Roberto Campos Neto comandava a autarquia.
De acordo com fontes próximas ao processo, a auditoria acompanha todas as etapas, começando pela autorização de transferência do controle do então Banco Máxima para o Master, passando pela consolidação da operação — que durou cerca de dois anos — até os problemas de liquidez identificados em 2024.
A apuração interna também considera as críticas apresentadas por ex-gestores do Master, que alegam ter havido precipitação na liquidação da instituição. Ainda assim, a principal linha de investigação sustenta que havia indícios suficientes para decretar a intervenção antes da data efetivamente escolhida.
A liquidação é considerada medida extrema, mas, segundo técnicos do BC, poderia ter evitado um prejuízo estimado em quase R$ 50 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além das perdas de fundos de pensão e outros investidores não cobertos pela garantia.
O movimento do BC ocorre paralelamente às apurações do Ministério Público Federal, que apontam fortes indícios de problemas de liquidez e venda de carteiras fictícias ainda em 2024. A nova investigação pretende esclarecer se houve falhas de supervisão que retardaram a adoção de medidas mais contundentes.
Ao final dos trabalhos, o relatório deverá indicar eventuais responsabilidades e sugerir aprimoramentos nos mecanismos de fiscalização da autarquia, hoje responsável por autorizar, supervisionar e, quando necessário, liquidar instituições financeiras em dificuldade.

A legislação sobre liquidação extrajudicial de bancos pode ser consultada diretamente no site do Banco Central do Brasil, que reúne as normas aplicáveis ao setor.
Para acompanhar outras movimentações políticas e econômicas, acesse a seção de Política do nosso portal.
Este resumo reforça os principais pontos da investigação interna do BC sobre o caso Master. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique por dentro das atualizações.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








