Brasília – A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, que as principais empresas exportadoras de grãos decidiram deixar a Moratória da Soja, acordo ambiental que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008.
Entenda o acordo
Firmada em 2006, a Moratória da Soja foi assinada por tradings, indústrias e entidades do setor para frear o avanço do desmatamento sobre a floresta amazônica. Durante quase duas décadas, o pacto serviu de parâmetro para auditorias independentes e para o monitoramento por imagens de satélite das áreas de cultivo.
Por que as empresas estão saindo
A decisão ocorre após o governo de Mato Grosso, maior produtor brasileiro do grão, anunciar que, a partir deste ano, deixará de conceder incentivos fiscais a companhias que continuem vinculadas ao programa. O estado colheu cerca de 51 milhões de toneladas de soja em 2025, volume superior à produção de toda a Argentina.
Posicionamento da Abiove
Em nota, a Abiove afirmou que a Moratória “cumpriu seu papel histórico” e deixou “um legado incontestável” para a produção sustentável no país. A entidade acrescentou que cada empresa manterá, de forma individual, o atendimento às exigências dos mercados compradores.
Próximos passos
A associação declarou confiar que as autoridades brasileiras implementarão um novo marco regulatório, alinhado à política ambiental federal, ao Código Florestal e à recém-aprovada Resolução Conama nº 510/2025, que define critérios para autorizações de supressão vegetal.
O setor também aposta em mecanismos próprios de rastreabilidade para assegurar a credibilidade do produto brasileiro nos mercados internacionais.
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Com informações de G1
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