A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta encerrar 2025 com aumento nas exportações de carne de frango, após a China revogar o embargo que vigorava desde 16 de maio. A suspensão das compras chinesas foi adotada depois da confirmação do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial de Montenegro (RS).
O levantamento da ABPA indica que, em outubro, o Brasil embarcou 501,3 mil toneladas de carne de frango, segundo melhor resultado mensal da série histórica e 8,2% superior ao mesmo mês de 2024. “Com os expressivos embarques do mês, praticamente zeramos a diferença em relação a 2024 e projetamos crescimento para 2025”, afirmou o presidente da entidade, Ricardo Santin, em nota.
Mercado chinês reaberto
A Administração Geral de Alfândegas da China comunicou, com data de 31 de outubro e efeito imediato, o fim das restrições a todas as aves e produtos avícolas brasileiros. O país asiático é o principal destino da carne de frango nacional e havia importado 228,2 mil toneladas entre janeiro e maio, equivalente a 10,4% do total exportado no período.
Balanço das exportações
De janeiro a outubro, o Brasil exportou 4,378 milhões de toneladas, queda de apenas 0,1% ante o mesmo intervalo de 2024. A receita somou US$ 8,031 bilhões, recuo de 1,8% na comparação anual. Em 2024, as vendas renderam cerca de US$ 10 bilhões e representaram 35% do comércio global de carne de frango.
Embargos restantes
Entre os grandes compradores, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e União Europeia já retomaram as compras. O Canadá permanece como o único mercado a manter proibição total às importações brasileiras.
Mais detalhes sobre medidas de prevenção e controle da influenza aviária podem ser encontrados no site do Ministério da Agricultura e Pecuária, autoridade sanitária responsável pelo monitoramento da doença no país.
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Com a reabertura do maior cliente externo, a indústria avícola brasileira retoma o fôlego e espera consolidar novos recordes de embarques nos próximos meses. Fique ligado em nossas atualizações e receba as principais informações do agronegócio.
Com informações de G1
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