Aracaju (SE) – O Palácio Museu Olímpio Campos (PMOC) inaugurou, na noite desta sexta-feira, 17, a exposição Tramas da Cultura Sergipana, reunindo mais de 70 peças produzidas por artesãs e artistas do estado, entre telas, vestimentas e bonecas de pano.
A mostra faz parte da programação do Mês da Sergipanidade e permanece aberta ao público até 17 de novembro, com entrada franca: de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 12h30.
Homenagem às influências culturais
As obras expostas trazem referências indígenas, africanas e europeias que formam a base cultural sergipana. Também estão em destaque trajes de grupos folclóricos como os Parafusos de Lagarto e os Bacamarteiros de Estância.
Abertura musical
O evento de lançamento contou com o Concerto da Sergipanidade, conduzido pela professora Marília Teixeira e executado pelos alunos de Canto Lírico do Conservatório de Música de Sergipe, ao piano do professor Rinaldo Lima. No repertório, composições de autores locais.
Valorização da identidade
De acordo com a historiadora Isaura Ramos, coordenadora de Educação e Pesquisa do PMOC, o objetivo é fortalecer o sentimento de pertencimento dos sergipanos e apresentar a cultura local aos visitantes.
O museólogo Romário Portugal explicou que o conceito de “trama” remete ao tecido presente nas diversas expressões expostas – telas, vestes e bonecas.
Depoimentos de artistas e público
A ceramista Carmen Verônica Silva dos Santos, de São Cristóvão, levou à galeria uma peça que representa o boi do Reisado e classificou a participação como motivo de orgulho. Já o Coletivo de Bonequeiras de São Cristóvão expõe bonecas que retratam manifestações populares; para a artesã Maria Lourdes Jesus Silva, ver as peças no museu é realização pessoal.
Entre os visitantes, a estudante de Direito Anelma Campos Barros afirmou que o espaço apresenta aspectos da cultura até então desconhecidos por ela. A aposentada Zuleide Magalhães Siqueira destacou a importância de iniciativas que preservem a sergipanidade para as futuras gerações.
A exposição segue aberta até 17 de novembro.
Para saber mais sobre políticas públicas de preservação cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reúne informações sobre tombamentos e ações em todo o país.
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Com informações de Governo de Sergipe
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