O ano de 2026 começou com sinais de desorganização na oposição sergipana. A troca do Partido Liberal (PL) pelo Republicanos, que chegara a ser apontada como passo rumo à unidade, não evitou novos ruídos. A principal divergência envolve o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), e a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. O distanciamento entre os dois líderes dificulta a formação de uma frente capaz de rivalizar com a base governista nas próximas eleições estaduais.
Desencontros estratégicos
Valmir vinha sendo citado como possível articulador de uma coalizão mais coesa, mas, segundo aliados, não foi convidado por Emília para conversas políticas formais desde o pleito de 2022, apesar de ter repassado a ela a presidência estadual do Republicanos. A prefeita, por sua vez, declara publicamente que Valmir não deu suporte ao seu grupo após as últimas eleições. A falta de diálogo se acentuou depois de Emília anunciar apoio ao ex-senador Eduardo Amorim e ao deputado federal Rodrigo Valadares (PL) para o Senado, escolha que não contou com a anuência do prefeito itabaianense.
Janela partidária no radar
Até o encerramento da janela de filiações, em abril, dirigentes buscam garantir fidelidade de prefeitos e atrair nomes de peso para as legendas. As conversas incluem tanto possíveis candidatos quanto detentores de mandato, na tentativa de reforçar palanques municipais e estaduais.
Candidaturas em aberto
O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, afirmou que ainda não há definição sobre eventual candidatura ao governo e que a decisão será tomada “pelo grupo”. Já Rodrigo Valadares reiterou que sua postulação ao Senado “é 100% irreversível” e que atuará para fortalecer o PL.
Outros movimentos
- O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu queda e bateu a cabeça na madrugada de ontem. Rodrigo Valadares classificou a situação como “crueldade” e defendeu a transferência do ex-mandatário para prisão domiciliar.
- Ex-governador Belivaldo Chagas sinaliza saída do Podemos, partido que migrou para a oposição, mas evita discussões políticas enquanto se recupera de cirurgia.
- O Tribunal de Justiça de Sergipe retomará, entre o fim de janeiro e início de fevereiro, o processo de formação da lista tríplice que definirá o novo desembargador.
- Sérgio Oliveira é cotado para a primeira suplência do senador Alessandro Vieira (MDB), segundo o ex-deputado Jairo de Glória.
- Analistas como Max Ralim avaliam que apenas após o Carnaval os grupos oposicionistas anunciarão oficialmente suas chapas.
Agenda municipal e econômica
Em Lagarto, o lançamento do programa Prefeitura Presente reuniu o prefeito Sérgio Reis, a vice-prefeita Suely Menezes e parlamentares como Fábio Reis (federal) e Ibrain Monteiro (estadual), evidenciando coesão na base local. No Senado, Laércio Oliveira comemorou a reativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/SE), que considera fundamental para geração de emprego e segurança alimentar.
Com a falta de uma liderança central e projetos divergentes, a oposição em Sergipe corre o risco de chegar fragmentada às urnas caso não consiga recompor alianças nos próximos meses.
Para entender como o calendário eleitoral influencia trocas partidárias, o Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza orientações detalhadas sobre a chamada “janela” de filiações em seu portal oficial.
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Com informações de Faxaju
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