O Ministério da Fazenda iniciou a análise de uma operação de crédito que poderá liberar até R$ 12 bilhões aos Correios. A informação foi confirmada nesta terça-feira (16) pelo ministro Fernando Haddad, que prevê concluir o parecer técnico até sexta-feira (19).
Limite de juros estabelecido
De acordo com Haddad, o Tesouro Nacional só garantirá o financiamento se a taxa de juros não ultrapassar 120% do CDI, parâmetro já negociado com um consórcio de bancos. “A taxa máxima está acertada, dentro de patamar que consideramos razoável”, afirmou o ministro.
Sem aporte direto da União
O governo descarta, por enquanto, um repasse direto de recursos do Orçamento federal. A solução buscada envolve participação de instituições financeiras privadas, com garantia do Tesouro, desde que respeitados os limites fiscais.
Correios enfrentam queda de receita
A estatal encerrou 2023 com prejuízo de R$ 633 milhões, resultado negativo que subiu para R$ 2,6 bilhões em 2024. Entre janeiro e setembro de 2025, o déficit já soma R$ 6 bilhões, e a projeção é encerrar o ano com perda de até R$ 10 bilhões.
Plano de reestruturação
No mês passado, os Correios apresentaram um programa para equilibrar as contas, prevendo adesão voluntária de cerca de 15 mil empregados, venda de imóveis e captação de recursos. A proposta inicial buscava R$ 20 bilhões, mas, após veto do Tesouro a juros superiores a 120% do CDI, o valor foi reduzido para R$ 12 bilhões.
Prazos apertados
A direção da empresa espera fechar o acordo ainda esta semana, a fim de garantir o pagamento de salários e fornecedores. “É pouco tempo, porém a equipe trabalha há semanas nesse projeto”, disse Haddad.
Informações sobre o Tesouro Nacional detalham as regras para operações com garantia da União.
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O andamento desse pedido de empréstimo é decisivo para o caixa dos Correios. Continue acompanhando nossas publicações para saber o resultado da análise da Fazenda e o impacto nas finanças da estatal.
Com informações de G1
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