A 40ª edição do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) alcançou o terceiro dia de programação reforçando não apenas a cena cultural, mas também a atividade econômica da quarta cidade mais antiga do Brasil. De acordo com a organização, o evento movimenta, em média, R$ 5 milhões por dia, resultado de apresentações artísticas, comércio ambulante, hospedagem e serviços de transporte.
Entre quinta-feira (primeiro dia) e sábado (terceiro dia), 113 artistas passaram pelos palcos instalados nas praças São Francisco, Matriz, Bandeira e Carmo. Paralelamente, 124 vendedores ambulantes comercializam alimentos, bebidas e artesanato em pontos estratégicos do Centro Histórico, ampliando a circulação de recursos.
Comércio se adapta à alta demanda
A preparação para o festival começa meses antes. A professora e gerente do Educafé, Walleria Macario, conta que o espaço — normalmente a cantina de uma escola — precisou de reforço expressivo: “Começamos com três pessoas; hoje somos 15. Investimos em equipe e insumos, boa parte comprados de produtores da própria comunidade”, explicou.
Nos corredores do evento, a vendedora de churros Silvania Alves faz sua estreia: “A experiência valeu por vários anos. A festa é bem organizada, as pessoas conhecem nosso trabalho entre um show e outro, e o retorno financeiro é ótimo”, afirmou.
Artesanato e gastronomia em alta
Na Sala dos Saberes e Fazeres, a artesã Dona Fátima, 73 anos, percebeu aumento na procura por tererês, colares, peças em palha indígena e sabonetes naturais. “É o momento em que mais vendemos”, destacou.
Também tradicional na cidade, a loja de bricelets comandada por Vera Maria Gomes há 15 anos vê no festival a principal fonte de renda anual. “Sempre dizemos que o Fasc é nosso 13º salário”, contou.
Hospedagem e serviços aquecidos
Para o morador Alisson Rocha, que aluga imóveis temporários, a procura por casas aumenta durante toda a semana de programação. “O evento ajuda a economia como um todo e tem tornado esta edição histórica”, avaliou.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Josenito Oliveira, pontuou que o impacto ultrapassa as fronteiras do município: “Hotelarias que recebem artistas, meios de transporte e comerciantes de outras cidades também ganham. Muitos empregos temporários são gerados”, declarou.
Tradição cultural do Nordeste
Criado na década de 1970, o festival foi interrompido em 2005 e retomado em 2017, consolidando São Cristóvão como polo de produção e difusão cultural do Nordeste. A programação reúne música, teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema em palcos distribuídos pelo Centro Histórico e bairros adjacentes.
O Fasc é apresentado pelo Ministério da Cultura e realizado pela Prefeitura de São Cristóvão, Fundação João Bebe Água (Fumpac) e Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa), com apoio do Governo de Sergipe, Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e patrocinadores privados.
As atividades seguem até domingo, quando se encerra a 40ª edição do festival.
Dados populacionais de São Cristóvão podem ser consultados no IBGE, órgão oficial de estatísticas do país.
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O Fasc demonstra como eventos culturais podem alavancar emprego e renda locais. Continue acompanhando nossas publicações para saber o desfecho da programação e os resultados finais.
Com informações de Governo de Sergipe




