A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema que roubava milhões de reais utilizando ferramentas de inteligência artificial para enganar vítimas em diferentes estados.
O avanço desse tipo de crime foi tema do Annual Women’s Retirement Symposium, realizado na semana passada nos Estados Unidos, evento dedicado à proteção do patrimônio de aposentados ou de quem está próximo de se aposentar.
Alvos preferenciais
Norte-americanos com mais de 55 anos concentram 70% da riqueza pessoal do país, segundo dados apresentados no seminário, e se transformaram nos principais alvos de golpistas digitais. Um levantamento do Pew Research Center mostra que 73% dos residentes nos EUA já sofreram algum tipo de fraude.
Prejuízo bilionário
O FBI calcula que, em 2024, idosos perderam US$ 4,885 bilhões — cerca de R$ 26 bilhões — em golpes, aumento de 43% em relação a 2023. As fraudes envolvendo criptomoedas foram as que mais cresceram, afetando principalmente pessoas com mais de 60 anos.
Voz clonada
Matthew Strope, responsável pela área de prevenção a fraudes na consultoria financeira Robinhood, relatou o caso de um cliente que recebeu uma ligação com a voz da neta chorando após um suposto acidente de trânsito. Em seguida, um “advogado” pediu dinheiro para resolver o problema. A voz havia sido clonada a partir de um vídeo publicado pela jovem em rede social.
Estrategia de pressão
Especialistas explicam que os criminosos exploram a emoção e criam senso de urgência para acelerar decisões. A orientação principal é fazer uma pausa, analisar a situação e confirmar as informações antes de transferir qualquer quantia.
Outras táticas
Entre as estratégias mais comuns está o phishing-based malware, em que o alvo recebe links ou arquivos infectados, muitas vezes disfarçados de avisos do banco ou dos correios, levando à instalação de softwares maliciosos que roubam dados e possibilitam movimentações financeiras indevidas.
Como se proteger
- Desconfiar de mensagens com tom alarmante ou urgente;
- Verificar remetente e domínio de e-mails;
- Evitar baixar anexos de origem desconhecida;
- Manter antivírus e sistema operacional atualizados;
- Ativar autenticação em dois fatores.
Instituições financeiras já bloqueiam transações fora do padrão do cliente, mas autoridades reforçam que a atenção individual continua sendo a principal barreira contra fraudes.
Para mais detalhes sobre o impacto financeiro dessas ações, o FBI mantém um relatório anual sobre golpes contra idosos que traz estatísticas e recomendações de segurança.
No caderno de Destaques do Se Pôr Dentro, o leitor encontra outras reportagens sobre segurança digital e prevenção de crimes on-line.
Fique atento às novas ferramentas usadas por criminosos e compartilhe estas orientações com amigos e familiares.
Com informações de g1
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