Desde 30 de setembro, o Hemose atualizou critérios de doação de sangue em Sergipe. Mudanças ajustam prazos de inaptidão e a triagem clínica conforme Sinasan, liberando em certos casos doadores habituais.
O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) colocou em prática, desde 30 de setembro, uma atualização dos critérios que determinam quem pode ou não doar sangue no estado. As mudanças seguem as diretrizes do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (Sinasan) e buscam alinhar a segurança transfusional às evidências científicas mais recentes. Para o voluntário sergipano, isso significa novos prazos de inaptidão temporária, além de ajustes na avaliação clínica feita antes de cada doação.
Entre as principais novidades, está a possibilidade de doadores habituais continuarem contribuindo mesmo depois dos 70 anos. A permissão vale apenas para quem já doa regularmente, apresenta condições clínicas adequadas e é considerado apto na triagem realizada pelo serviço de hemoterapia.
Procedimentos estéticos passaram por revisão de prazos. Quem realizou tatuagem, maquiagem definitiva ou outro procedimento invasivo passa a ficar inapto por sete dias, desde que o estabelecimento cumpra normas sanitárias comprovadas. Caso o ambiente não possa ser avaliado, o intervalo continua em quatro meses. Para piercings, o período também é de sete dias, exceto quando a perfuração está na cavidade oral ou na área genital; nessas situações, o voluntário só pode retornar quatro meses após retirar o adorno.
Pessoas submetidas a endoscopia ou colonoscopia passam a observar um intervalo menor: o tempo de espera caiu de seis para quatro meses. Já o uso de canetas emagrecedoras à base de semaglutida, liraglutida, dulaglutida ou tirzepatida exige atenção especial. O candidato deve relatar o tratamento na triagem, pois a nova regulamentação define uma espera mínima de 14 dias após início, ajuste de dose ou surgimento de efeitos gastrointestinais.
Alguns parâmetros permanecem inalterados. O voluntário precisa pesar pelo menos 50 kg e ter boa saúde aparente. Também continuam valendo os intervalos máximos de doações – geralmente, quatro vezes ao ano para homens e três para mulheres – conforme as normas vigentes.
O Hemose reforça que cada candidato passa por avaliação clínica individualizada, etapa considerada indispensável para garantir segurança tanto para quem doa quanto para quem recebe o sangue. Na conversa com a equipe de enfermagem, são analisados histórico médico, uso de medicamentos, viagens recentes e outros fatores que possam representar risco.
As atualizações chegam em um momento de demanda constante pelos estoques, que abastecem hospitais de toda a rede pública e privada em Sergipe. O serviço lembra que a doação de sangue é um ato voluntário e solidário e orienta os interessados a comparecer portando documento oficial com foto. O atendimento segue de segunda a sexta, das 7h30 às 17h, na sede localizada no bairro Capucho, em Aracaju.
Com as novas regras, o órgão espera ampliar o número de doadores aptos, reduzir esperas desnecessárias e, ao mesmo tempo, manter o alto padrão de segurança do sangue distribuído à população sergipana.
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