Antes de chegar à sua torneira, a água passa por captação, tratamento e fiscalização de órgãos locais. Em Sergipe, Deso trata a água, Iguá faz coletas regulares na rede e Agrese supervisiona o serviço.
Antes de chegar às torneiras dos lares sergipanos, a água percorre um longo caminho que envolve captação, tratamento, análises em laboratório e fiscalização de diferentes órgãos. Em Sergipe, esse processo reúne a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), que trata a água bruta, a Iguá Sergipe, responsável pela distribuição e pelo controle de qualidade ao longo de toda a rede, e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), encarregada de supervisionar e regulamentar o serviço.
Na etapa de distribuição, a Iguá Sergipe mantém um programa contínuo de coleta de amostras. De acordo com informações da concessionária, cerca de 2.600 amostras são coletadas e analisadas todos os meses em pontos estratégicos do sistema. O objetivo é acompanhar parâmetros físico-químicos e microbiológicos que indicam se a água atende aos padrões de potabilidade exigidos pela legislação brasileira.
O laboratório de Controle de Qualidade da empresa é a principal ferramenta nesse acompanhamento. A estrutura, instalada em Aracaju, conta com equipe técnica dedicada e equipamentos para realizar testes de turbidez, cor, pH, cloro residual, presença de coliformes e outros indicadores fundamentais para a saúde pública. Desde que assumiu a operação plena, em 1º de maio de 2025, a Iguá Sergipe afirma ter realizado mais de 265 mil análises em aproximadamente 37 mil amostras de água já tratada.
As coletas ocorrem em reservatórios, adutoras, estações de recalque, ramais principais e pontos finais da rede, garantindo, segundo a empresa, um retrato fiel das condições da água ao longo de todo o percurso até o consumidor final. Caso algum resultado saia do padrão, são adotadas medidas corretivas, como ajustes na dosagem de produtos químicos ou intervenções na rede, e a Agrese é comunicada.
Além das análises de rotina, a Iguá Sergipe informa que executa inspeções periódicas nos reservatórios elevados e enterrados, observando condições estruturais, vedação, limpeza e segurança. Essas inspeções complementam o controle laboratorial e ajudam a prevenir contaminações externas ou alterações indesejadas na qualidade.
O monitoramento é guiado pelos limites estabelecidos na Portaria GM/MS 888/2021, que define os parâmetros de potabilidade para sistemas de abastecimento em todo o país. A partir dos resultados consolidados, relatórios técnicos são enviados à reguladora estadual, que pode solicitar informações adicionais ou auditorias de campo sempre que considerar necessário.
Para os consumidores, a concessionária destaca a importância de manter limpa a caixa-d’água domiciliar, procedimento que deve ser feito a cada seis meses. Também recomenda que o morador observe a coloração e o odor do líquido ao abrir a torneira. Caso note qualquer alteração, a orientação é registrar a ocorrência pelos canais de atendimento para que uma equipe possa analisar o ponto de distribuição.
O sistema de abastecimento de Sergipe atende bairros urbanos da Grande Aracaju e diversos municípios do interior. Segundo a Iguá Sergipe, a ampliação de redes e a atualização tecnológica dos laboratórios fazem parte dos investimentos previstos no contrato de concessão para elevar a segurança hídrica e reduzir perdas.
Consumidores que desejarem consultar os dados mais recentes sobre a qualidade da água distribuída podem solicitar o Relatório Anual de Qualidade, documento que detalha os resultados das análises e as ações corretivas adotadas ao longo do período.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








