Entre janeiro e agosto foram abertos 25.671 CNPJs em Sergipe, alta de 11,2% ante 2025. A maior parte é de MEI (20.197); também surgiram 4.606 microempresas e 868 empresas de pequeno porte.
Entre janeiro e agosto deste ano, Sergipe registrou a criação de 25.671 pequenos negócios, segundo levantamento do Sebrae baseado em dados da Receita Federal. O resultado representa alta de 11,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram constituídos 23.068 empreendimentos.
Do total de empresas que passaram a integrar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a maioria é composta por Microempreendedores Individuais (MEI), com 20.197 registros. Em seguida aparecem 4.606 microempresas e 868 empresas de pequeno porte. Cada faixa possui limites de faturamento específicos: até R$ 81 mil ao ano para MEI; de R$ 81 mil a R$ 360 mil para microempresas; e acima de R$ 360 mil, chegando a R$ 4,8 milhões, para empresas de pequeno porte.
O segmento de serviços puxou a expansão, respondendo por 15.940 aberturas. O comércio ficou em segundo lugar, com 6.444 novos registros, enquanto a indústria somou 1.826. Já a construção civil teve 1.353 empreendimentos formalizados, e o setor agropecuário, 108.
Dentro das atividades mais procuradas, os destaques foram:
- Atividades de malote e entrega – 1.750 registros
- Transporte rodoviário de carga – 1.513
- Atividades de publicidade – 1.232
- Atividades de ensino – 1.154
- Cabeleireiros e outras atividades de beleza – 1.105
Para o Sebrae, o desempenho reforça a relevância das micro e pequenas empresas na economia local, sobretudo como fonte de renda e postos de trabalho.
“Os números demostram o papel das micro e pequenas empresas na nossa economia e a importância do apoio a esses empreendedores. Isso porque são nesses negócios que também são gerados a maior parte dos empregos criados no estado”, afirmou o superintendente do Sebrae, Christiano Dias Lebre.
O movimento sergipano acompanha a tendência nacional. No Brasil, foram abertos 3,93 milhões de pequenos negócios nos oito primeiros meses deste ano, avanço de 14,3% sobre 2025. Do total brasileiro, 77,3% correspondem a MEI, 18,7% a microempresas e 4% a empresas de pequeno porte. O setor de serviços também liderou no cenário nacional, responsável por pouco mais de 2,5 milhões de novas inscrições, seguido pelo comércio, com 801 mil.
Especialistas apontam que o crescimento se explica por fatores como a ampliação do crédito, programas de capacitação e a digitalização acelerada, que facilitou a formalização. Além disso, muitos profissionais buscaram o empreendedorismo como alternativa de renda.
Apesar da evolução, entidades setoriais recomendam atenção à gestão financeira e à qualificação dos novos empresários, para garantir que a abertura do CNPJ se converta em negócios sustentáveis a longo prazo.
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