O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) desenvolve um estudo que pretende dar novo destino às bananas que não atendem ao padrão comercial. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), usa as frutas descartadas para produzir amido voltado ao setor industrial.
De acordo com o Incaper, cerca de 10% da colheita de banana no estado acaba fora das gôndolas por apresentar tamanho reduzido, machucados ou danos durante o manuseio. Hoje, parte desse volume vira adubo ou ração animal, mas uma porção significativa é simplesmente jogada no lixo.
O extensionista Alciro Lazzarini, do Incaper, explica que a produção de amido pode reduzir o desperdício e criar uma nova fonte de renda para os agricultores. “Considerando a perda média de 10%, o aproveitamento poderia gerar até mil reais extras por mês para cada produtor, além de estimular a instalação de empresas e regular os preços do mercado”, afirmou.
Produção de banana no Espírito Santo
A cultura está presente em 75 dos 78 municípios capixabas. Alfredo Chaves, na Região Serrana, lidera a produção com mais de 44 mil toneladas anuais em 3.200 hectares. O produtor Antônio Carlos Petri, que cultiva banana-prata na cidade, estima colher 40 toneladas por ano em dois hectares e espera aumento na produtividade a partir do segundo ciclo.
No total, o Espírito Santo possui 28.600 hectares plantados e uma produção média de 400 mil toneladas anuais, atendendo principalmente aos mercados de Santa Catarina, Goiás, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. A maior parte é consumida in natura, com destaque para a variedade prata.
Com a pesquisa do Ifes e do Incaper, as bananas descartadas ganham a possibilidade de se transformar em farinha ou amido, fortalecendo a cadeia produtiva, gerando empregos e reduzindo perdas no campo.
Projeto em andamento, a iniciativa ainda busca parceiros da indústria para viabilizar a produção em escala e tornar o amido de banana uma alternativa competitiva para diferentes segmentos alimentícios.
Estudos da Embrapa indicam que o processamento de frutas descartadas é uma estratégia eficaz para agregar valor e ampliar a sustentabilidade na cadeia agrícola.
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Este artigo mostrou como a pesquisa capixaba pode transformar desperdício em oportunidade. Continue nos acompanhando para saber mais sobre inovações que movimentam o agronegócio brasileiro.
Com informações de g1
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