Brasília/DF – O Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira (24) o julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível até 2030, abrindo caminho para um dos veredictos mais duros contra um ex-governador fluminense desde a redemocratização.
- Em resumo: placar parcial de 2 a 0 pela condenação deixa Castro a apenas quatro votos de perder os direitos políticos.
Votos, renúncia e o risco de veto nas urnas
O processo foi suspenso em 10 de março após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Antes da pausa, a relatora Isabel Gallotti e o ministro António Carlos Ferreira já haviam defendido a condenação, cenário que mantém tensão no entorno do ex-governador.
Mesmo fora do cargo desde a renúncia anunciada ontem no Palácio Guanabara, Castro segue submetido ao crivo da Corte: o TSE julga a lisura da campanha, não o mandato. Essa distinção, destacada em decisões anteriores, permite a continuidade do processo independentemente de desligamentos voluntários.
Até agora, o placar está em 2 a 0 pela condenação, restando cinco ministros a votar.
Acusações que movimentam bastidores políticos
Segundo o Ministério Público Eleitoral, a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro teriam sido usadas para contratar cabos eleitorais pagos com recursos públicos, configurando abuso de poder político e econômico. A mesma ação investiga o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o vice-governador Thiago Pampolha.
Se confirmada a culpa, além da inelegibilidade até 2030, o trio pode perder os cargos que ainda ocupa — consequência com potencial de redesenhar o xadrez político fluminense em ano eleitoral. O caso repercute em Brasília, onde dados oficiais da Câmara Federal destacam que decisões do TSE podem servir de precedente para futuros julgamentos semelhantes.
Crédito da imagem: Divulgação
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