O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,11% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). É a primeira deflação registrada pelo indicador em um ano e representa recuo de 0,37 ponto percentual em relação à alta de 0,26% anotada em julho.
Apesar da queda, o resultado ficou acima da estimativa de analistas, que projetavam retração de 0,15%. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 5,13%, acima do centro da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No acumulado de 2025, a inflação soma 3,15%.
Habitação puxa preços para baixo
O grupo Habitação recuou 0,91% em agosto, exercendo o maior impacto negativo (-0,15 p.p.) sobre o índice geral. O destaque foi a energia elétrica residencial, que cedeu 4,21% graças à inclusão do Bônus de Itaipu nas contas emitidas no período.
Também contribuíram para a deflação os grupos Alimentação e Bebidas (-0,46%) e Transportes (-0,27%). Dentro de alimentos, itens como tomate (-13,39%), cebola (-8,69%) e arroz (-2,61%) ficaram mais baratos. No transporte, passagens aéreas caíram 2,44% e combustíveis, 0,89%.
Maiores altas
Entre os nove grupos pesquisados, três registraram avanço de preços:
- Educação: 0,75%, impulsionada por reajustes em ensino superior (1,26%) e fundamental (0,65%).
- Vestuário: 0,72%, com destaque para roupas masculinas (0,93%).
- Saúde e cuidados pessoais: 0,54%, influenciada por plano de saúde (0,50%) e itens de higiene (0,80%).
Resumo dos grupos em agosto
Seis grupos apresentaram queda: Habitação (-0,91%), Alimentação e Bebidas (-0,46%), Transportes (-0,27%), Comunicação (-0,09%), Artigos de residência (-0,09%) e Despesas pessoais (-0,40%). Três tiveram alta: Educação (0,75%), Vestuário (0,72%) e Saúde e cuidados pessoais (0,54%).
O resultado de agosto representa o menor IPCA para um mês de agosto desde 1994, ano de implementação do Plano Real.
Para mais detalhes sobre a metodologia e metas de inflação, o Banco Central disponibiliza informações atualizadas em seu portal institucional neste link.
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Em síntese, a inflação oficial do país entrou em terreno negativo em agosto, puxada principalmente pela queda nas contas de luz e nos alimentos. Continue nos acompanhando para saber como o comportamento dos preços pode influenciar seu bolso nos próximos meses.
Com informações de g1




