Brasília, DF – A poucos meses do fim do prazo da declaração do Imposto de Renda 2026, desorganizar papéis pode custar caro: a Receita Federal aplica multa de até 20% sobre o imposto devido para quem entrega fora do limite de 29 de maio.
- Em resumo: as falhas mais comuns nascem da ausência de informes de renda e recibos médicos.
Por que a documentação completa é vital
Segundo a própria Receita Federal, 44 milhões de declarações devem ser enviadas este ano. Quem não reunir informes bancários, comprovantes de salários, recibos de saúde e dados de dependentes corre risco imediato de malha fina.
Além dos tradicionais informes de instituições financeiras e do empregador, entram na lista escrituras de imóveis, boletos de IPTU, DARFs de Carnê-Leão e comprovantes de aplicação em ações. Guardar cada número de Renavam ou CNPJ facilita o preenchimento e evita retificação posterior.
“O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio, e quem falhar pode pagar no mínimo R$ 165,74”, alerta o Fisco.
O impacto no bolso e o novo ‘cashback’
Erros ou omissões empurram o contribuinte para o fim da fila de restituições, que este ano será paga em quatro lotes – o primeiro cai já em 29 de maio. Por outro lado, quem enviar cedo e sem pendências pode receber parte do imposto antes de julho.
Outra novidade é o cashback automático para até 4 milhões de trabalhadores que tiveram IR retido em 2025 mas estão fora da faixa de obrigatoriedade. Esse depósito virá em julho, mesmo sem declaração, desde que não haja pendência cadastral.
Passo a passo para baixar e preencher
O programa gerador está liberado para Windows, Mac, Linux e mobile. No computador, basta seguir a sequência “Baixar programa”, “Avançar” e criar o atalho na área de trabalho. No celular, o app oficial serve apenas a quem não teve rendimentos no exterior ou ganhos de capital – limites descritos no portal governamental.
A versão pré-preenchida, liberada desde 23 de março, exige conta gov.br nível prata ou ouro e já importa IRRF sobre renda variável, DARFs e dados do eSocial.
Para quem preferir o modelo completo, o teto de dedução permanece em R$ 2.275,08 por dependente e R$ 3.561,50 para educação, enquanto despesas médicas seguem sem limite. No simplificado, o abatimento padrão continua em 20% até R$ 16.754,34.
Crédito da imagem: Divulgação / Globo
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