A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, declarou nesta quinta-feira (18) que o governo italiano está pronto para respaldar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul assim que forem apresentadas respostas às preocupações dos agricultores do país.
Em comunicado, Meloni explicou que a decisão final depende de ajustes a serem conduzidos pela Comissão Europeia e pode ser tomada “rapidamente” caso os pleitos do setor agrícola sejam atendidos.
Pressão interna e prazo solicitado
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou ter ouvido de Meloni que a Itália não se opõe ao tratado, mas enfrenta “constrangimento político” devido à pressão de produtores rurais. Segundo Lula, a premiê pediu até um mês para construir apoio interno antes da assinatura.
Discussão no Conselho Europeu
O posicionamento italiano acontece enquanto chefes de Estado e de governo da União Europeia se reúnem em Bruxelas para deliberar sobre o texto. A França, liderada por Emmanuel Macron, reafirmou que só concordará com o acordo se houver salvaguardas adicionais para seus agricultores. Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defendem a ratificação.
Pontos do acordo
Firmado há um ano, o tratado pretende reduzir ou eliminar tarifas entre os dois blocos. Caso o Conselho Europeu aprove o texto, a assinatura está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.
Resistência de agricultores europeus
Produtores da União Europeia, principalmente franceses, consideram que regras ambientais menos rigorosas na América do Sul criam concorrência desleal. Na terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou um mecanismo que permite reintroduzir tarifas se o preço de produtos latino-americanos ficar 5% abaixo do praticado no bloco ou se as importações crescerem acima desse percentual.
Apesar das salvaguardas, Paris defende adiar a assinatura. Resta saber se Roma se alinhará à posição francesa ou à orientação da Comissão Europeia.
Se ratificado, o pacto envolverá Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, representando mais de 780 milhões de consumidores e encerrando mais de duas décadas de negociações.
Com informações de G1
Dados oficiais sobre o comércio entre União Europeia e Mercosul podem ser consultados no portal da Comissão Europeia, que detalha as negociações em andamento.
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Em resumo, a Itália condiciona sua assinatura ao atendimento de reivindicações agrícolas, enquanto a decisão final sobre o acordo pode sair nos próximos dias. Fique atento e continue acompanhando as últimas notícias.
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