São Paulo – O cofundador da Oracle, Larry Ellison, de 81 anos, tornou-se o homem mais rico do mundo na última terça-feira (10), de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. A fortuna do executivo saltou US$ 101 bilhões em um único dia, alcançando US$ 393 bilhões (cerca de R$ 2,1 trilhão), após a companhia divulgar resultados trimestrais que surpreenderam o mercado.
Fortuna impulsionada por ações da Oracle
As ações da Oracle dispararam quase 40%, a maior alta diária desde 1992, puxadas pela expectativa de novos contratos em computação em nuvem e inteligência artificial. O movimento elevou o valor de mercado da empresa para US$ 969 bilhões e aproximou o grupo do seleto clube das companhias avaliado em US$ 1 trilhão.
Com o avanço, Ellison superou Elon Musk, dono da Tesla e da X (antigo Twitter), cuja riqueza foi estimada pela Bloomberg em US$ 385 bilhões. Já a metodologia da revista Forbes ainda mantém Musk no topo, com vantagem de quase US$ 45 bilhões sobre Ellison.
Participações e investimentos
A maior parte do patrimônio do empresário vem dos 41% que ele detém na Oracle, onde ocupa os cargos de presidente do conselho e diretor de tecnologia desde que deixou a função de CEO, em 2014. O bilionário possui ainda quase metade da Paramount Skydance, empresa de mídia criada após a fusão de US$ 8,4 bilhões entre o estúdio Paramount e a produtora Skydance.
Ellison também foi membro do conselho da Tesla entre 2018 e 2022 e aportou US$ 1 bilhão na compra do Twitter pelo próprio Musk. Em 2012, comprou 98% da ilha de Lanai, no Havaí, por US$ 300 milhões, onde vive atualmente.
Trajetória
Nascido em Nova York em 17 de agosto de 1944, Lawrence Joseph Ellison foi adotado por tios aos nove meses e cresceu na zona sul de Chicago. Abandonou a Universidade de Illinois após dois anos e ficou apenas um semestre na Universidade de Chicago, onde teve o primeiro contato com programação.
Ao mudar-se para Berkeley, na Califórnia, trabalhou em várias empresas de tecnologia, entre elas a Ampex, onde desenvolveu um banco de dados para a CIA. Em 1977, fundou a Software Development Laboratories, que em 1982 passou a se chamar Oracle Corporation e se destacou como pioneira em bancos de dados relacionais.
Em 2010, Ellison aderiu ao movimento Giving Pledge, comprometendo-se a doar pelo menos 95% de sua fortuna a causas filantrópicas. Fora dos negócios, patrocina equipes de vela – a BMW Oracle Racing venceu a America’s Cup em 2010 e a Oracle Team USA defendeu o título em 2013 – e é conhecido pelo gosto por iates, aviões, tênis e golfe.
Crescimento na nuvem e em IA
No último trimestre, a Oracle reportou quatro contratos bilionários com três clientes de grande porte, elevando a receita contratada ainda não reconhecida (RPO) para US$ 455 bilhões, alta de 359% em 12 meses. Segundo a presidente-executiva Safra Catz, a empresa espera ultrapassar a marca de meio trilhão de dólares nos próximos meses.
A companhia também firmou um acordo com a OpenAI para disponibilizar 4,5 gigawatts de capacidade em data centers. Nvidia e TikTok estão entre os principais clientes de nuvem da Oracle, que disputa espaço com Amazon Web Services, Microsoft, Google Cloud, xAI, Alibaba e CoreWeave.
A corrida por maior poder computacional tem estimulado investimentos anuais de centenas de bilhões de dólares no setor, em um mercado no qual AWS, Microsoft e Google detêm 65% de participação, segundo dados da Bloomberg.
Ellison segue ampliando sua influência no segmento de tecnologia enquanto consolida o posto de maior fortuna do planeta, ao menos na medição da Bloomberg.
Com informações de g1
Mais detalhes sobre o compromisso de bilionários com a filantropia podem ser consultados no site da iniciativa Giving Pledge.
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Resumo: Larry Ellison alcançou a liderança entre os bilionários após a disparada das ações da Oracle, impulsionada pela demanda por serviços de nuvem e inteligência artificial. Continue no Se Pôr Dentro para receber atualizações sobre economia e tecnologia.
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