Rio de Janeiro/RJ – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma operação de fiscalização para checar se o leilão de gás de cozinha da Petrobras, realizado em 31 de março, elevou artificialmente os preços do GLP e contrariou a política oficial de não reajuste.
- Em resumo: Fiscais foram às refinarias após Lula rotular o leilão de “bandidagem”.
O que exatamente a ANP está investigando
A agência mira possíveis ágios acima do Preço de Paridade de Importação (PPI), parâmetro que baliza os custos do mercado interno. A verificação ganhou respaldo na medida provisória que ampliou, em 2025, o poder da ANP para coibir alta abusiva de combustíveis.
Refinarias da Reduc (RJ) e Regap (MG) receberam equipes in loco, mas a coleta de dados se estende a todos os polos da Petrobras. Caso as suspeitas se confirmem, a estatal pode enfrentar processo administrativo e multa, conforme prevê a legislação.
“Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem… O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à TV Record.
Por que isso mexe diretamente no seu bolso
O GLP pesa na inflação de curto prazo e impacta de forma desproporcional as famílias de baixa renda. Segundo dados do Banco Central, o botijão tem participação relevante no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Se a fiscalização confirmar sobrepreço, a Petrobras pode ser forçada a anular o certame e revisar as ofertas, evitando um repasse imediato ao consumidor. Analistas ainda veem na ação um sinal de que o governo tolerará cada vez menos práticas que contrariem suas diretrizes de modicidade tarifária.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
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