O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o recente aumento de tarifas adotado pelos Estados Unidos durante telefonema com o presidente da França, Emmanuel Macron, na tarde desta quarta-feira, 20 de agosto de 2025. Segundo o Palácio do Planalto, o brasileiro classificou a medida norte-americana como “tarifaço” e alertou para possíveis impactos sobre o comércio internacional.
Macron e Lula também discutiram a necessidade de fortalecer o multilateralismo e avaliaram o estágio das negociações do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Ambos defenderam que o tratado avance sem imposição de barreiras adicionais que prejudiquem países em desenvolvimento.
Durante a ligação, Lula afirmou que a elevação de tarifas por Washington representa um retrocesso nos esforços para tornar o sistema global de comércio mais justo. Os dois chefes de Estado concordaram em manter diálogo permanente para articular posições conjuntas em fóruns internacionais, especialmente na cúpula do G20, marcada para novembro.
O Planalto informou ainda que Lula convidou Macron para visitar Brasília antes do encontro do G20. O francês reiterou apoio às propostas brasileiras de reforma de organismos multilaterais e enfatizou a importância de integrar critérios ambientais de forma equilibrada nos acordos comerciais.
Os presidentes encerraram a conversa reafirmando compromisso com a redução de desigualdades e a transição energética, temas que pretendem levar à mesa de negociações internacionais nos próximos meses.
Próximos passos: equipes técnicas de Brasil e França devem se reunir nas próximas semanas para alinhar estratégias em defesa de um comércio mais aberto e sustentável.
Matéria encerrada.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Segundo dados recentes da Organização Mundial do Comércio (OMC), medidas protecionistas têm aumentado desde 2024, elevando a preocupação de economias emergentes como o Brasil.
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Resumo: Lula criticou o “tarifaço” dos EUA em conversa com Macron, ambos defenderam multilateralismo e avanço do acordo Mercosul-UE. Continue acompanhando o Se Pôr Dentro para ficar por dentro das próximas negociações internacionais.
Com informações de Agência Brasil
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