Durante encontro no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu ao chefe de Estado da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que Brasil e África do Sul unam esforços para desenvolver e produzir seus próprios artigos militares, reforçando a autonomia de defesa dos dois países.
Parceria para fortalecer a indústria de defesa
Lula afirmou que as duas nações compartilham necessidades semelhantes na área militar e destacou a importância de “juntar o nosso potencial” para construir soluções conjuntas. Segundo ele, se não houver preparação adequada, “qualquer dia alguém nos invade”, razão pela qual a cooperação se torna estratégica.
O presidente brasileiro avaliou que a África do Sul pode se transformar em um mercado relevante para produtos da indústria de defesa nacional. Lula defendeu ainda que os parceiros deixem de depender dos “Senhores das Armas”, expressão que usou para se referir a fornecedores tradicionais, e passem a produzir seus próprios equipamentos. “Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, declarou.
Nos discursos públicos, o mandatário costuma criticar o volume de recursos que diferentes países destinam a armamentos, comparando esses gastos às necessidades de combate à fome no mundo. Mesmo assim, reforçou a importância de garantir meios de autodefesa por meio da produção interna.
Em Sergipe, temas relacionados à indústria de defesa costumam ser acompanhados com atenção por autoridades locais, que veem na área oportunidades de cooperação tecnológica e desenvolvimento econômico.
Fonte: Jovem Pan
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