Brasília – Os governos do Brasil e dos Estados Unidos confirmaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente norte-americano Donald Trump se encontrarão neste domingo (26), às 4h30, no horário de Brasília. Será a primeira conversa presencial entre os dois chefes de Estado desde o início da crise aberta pelo tarifaço de 50% imposto por Washington a produtos brasileiros.
Agenda do encontro
De acordo com o Palácio do Planalto, Lula pretende levar à mesa três temas principais: a revisão das tarifas sobre exportações do Brasil, o fim das sanções aplicadas a ministros do Supremo Tribunal Federal e a escalada militar dos EUA na Venezuela e na Colômbia.
Tarifa de 50% em pauta
Anunciada por Trump em abril, a sobretaxa de 50% atinge itens como aço, alumínio e produtos agroindustriais. O governo norte-americano justificou a medida citando um suposto déficit comercial com o Brasil e questões políticas ligadas ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula espera convencer Trump a rever o aumento, já que o próprio líder norte-americano indicou que pode flexibilizar a medida “sob as circunstâncias certas”.
Sanções a ministros brasileiros
Outro ponto sensível é a revogação das punições impostas a magistrados do STF. Em julho, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou a retirada dos vistos de Alexandre de Moraes e de outros sete ministros, além de enquadrar Moraes na Lei Magnitsky. O Executivo brasileiro quer reverter as restrições e considera o tema prioritário na conversa.
Tensão na Venezuela
A atuação militar dos EUA no Caribe, que envolveu o porta-aviões USS Gerald R. Ford e ataques a embarcações suspeitas de tráfico, deve ser abordada por Lula. O presidente brasileiro tem reiterado ser contra intervenções na América do Sul e defenderá que o diálogo diplomático prevaleça.
Reaproximação gradual
Lula e Trump vêm trocando gestos desde setembro, quando se encontraram brevemente na Assembleia da ONU e relataram “boa química”. No início de outubro, falaram por telefone durante 30 minutos em conversa intermediada pelas chancelarias. A expectativa no Planalto é que a reunião deste domingo reorganize a relação bilateral após meses de tensão.
Com informações de g1.globo.com
Segundo a Organização Mundial do Comércio, medidas protecionistas bilaterais costumam impactar cadeias globais de produção e elevar custos para consumidores.
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