Aracaju — A Serasa identificou que o período da madrugada é o mais buscado por golpistas durante a Black Friday, mesmo não sendo o horário de maior movimento de compras. A conclusão vem de um estudo que analisou as transações realizadas entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2024.
Na virada de quinta (28) para sexta-feira (29), foram registrados cerca de 65 mil pedidos por hora. Desse total, 2% foram considerados tentativas de golpe às 3h, o dobro da taxa observada ao longo do dia. No ano passado, o pico de vendas ocorreu entre 13h e 14h, quando o fluxo ultrapassou 300 mil pedidos por hora.
Principais técnicas de fraude
A Serasa listou os métodos mais usados pelos criminosos:
- Phishing, por meio da criação de páginas falsas de lojas e promoções;
- Anúncios enganosos em redes sociais que direcionam a sites clonados;
- Mensagens de confirmação de compra ou entrega via SMS, e-mail ou WhatsApp;
- Troca de QR Code ou chave Pix no checkout, desviando o pagamento;
- Perfis falsos em marketplaces para coletar dados dos clientes.
Números da temporada
Entre 28 de novembro e 1º de dezembro, foram monitoradas 5,2 milhões de transações, que movimentaram R$ 3,5 bilhões em vendas. A Serasa considera tanto consumidores quanto lojas virtuais como potenciais vítimas nas tentativas de fraude.
Segundo a empresa, o comportamento dos golpistas demonstra planejamento prévio: eles se antecipam ao horário de maior demanda para aproveitar brechas e distrações, sobretudo quando o consumidor está menos atento durante a madrugada.
Para 2025, a recomendação é que os compradores iniciem a comparação de preços desde já e fiquem atentos a sinais de fraude durante todo o período de ofertas.
Com informações de g1
Em nota publicada pelo Banco Central do Brasil, consumidores são orientados a conferir atentamente a chave Pix antes de concluir qualquer pagamento online.
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