No mês de maio de 2026, aproximadamente 3,2 mil famílias em Sergipe deixaram de receber o Bolsa Família, conforme dados divulgados pelo Governo Federal. Esse número reflete um aumento na renda das famílias, que conseguiram emprego formal ou iniciaram atividades empreendedoras, superando os critérios estabelecidos para permanência no programa.
Aracaju lidera a lista das cidades sergipanas com o maior número de desligamentos, registrando 697 saídas apenas em maio. Nossa Senhora do Socorro aparece em segundo lugar, com 324 desligamentos, seguida por Lagarto, com 231, Itabaiana, com 113 e Estância, que teve 112. Outros municípios que também se destacam são São Cristóvão (101), Tobias Barreto (97), Barra dos Coqueiros (94), Itabaianinha (86) e Simão Dias (74). Essas cidades estão entre as dez com mais famílias que conseguiram superar a situação de pobreza no estado.
Segundo as normas atuais do Bolsa Família, as famílias que ultrapassam a renda mensal de R$ 218 por pessoa podem continuar a receber o benefício temporariamente, através da chamada Regra de Proteção. Nesse caso, elas recebem 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda per capita não exceda R$ 706.
No contexto nacional, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o programa entre março de 2023 e maio de 2026, principalmente devido ao aumento da renda. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 80% das novas vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas cadastradas no Cadastro Único.
Adicionalmente, um levantamento da FGV Social indica que a renda do trabalho entre os mais pobres cresceu 10,7% em 2025, superando a média nacional. Essa melhoria é atribuída à ampliação do emprego formal e às novas regras de transição do programa.
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