Roma – A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, declarou nesta quarta-feira (17) que ainda é “prematuro” para a União Europeia concluir o acordo de livre-comércio com o Mercosul. Ao discursar na Câmara Baixa do Parlamento, às vésperas da cúpula de líderes do bloco europeu, a chefe de governo afirmou que o tratado carece de garantias adequadas de reciprocidade, sobretudo para o setor agrícola.
Meloni acrescentou que, embora considere necessária maior proteção aos produtores europeus, acredita ser possível atender aos requisitos pendentes “no início do próximo ano”.
Viagem de Von der Leyen ao Brasil
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem viagem prevista ao Brasil para o fim desta semana com o objetivo de assinar o pacto comercial. O texto do acordo foi fechado em 2024, após 25 anos de negociação entre a UE e o Mercosul, bloco formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Para o governo italiano, no entanto, as salvaguardas atualmente propostas ainda não asseguram competição justa entre os produtores rurais dos dois lados do Atlântico. “Precisamos de instrumentos que garantam igualdade de condições”, pontuou Meloni.
Com informações adicionais sobre o acordo, a Comissão Europeia traz detalhes técnicos e cronograma das próximas etapas.
Para acompanhar outras notícias do cenário internacional, acesse a seção Internacional no nosso portal.
Em resumo, o governo italiano condiciona a assinatura do tratado a salvaguardas para o agronegócio, enquanto a Comissão Europeia mantém o plano de formalizar o acordo ainda este ano. Continue acompanhando nossas atualizações para saber os próximos passos dessas negociações.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








