Brasília – O setor imobiliário nacional registrou o maior número de lançamentos da série histórica no primeiro semestre de 2025, com 186,5 mil unidades, alta de 6,8% frente ao mesmo período de 2024, segundo a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
As vendas acompanharam o ritmo e cresceram 9,6%, totalizando 206.903 imóveis e movimentando R$ 123 bilhões. Mesmo assim, o estoque encolheu 4,1% na comparação anual.
Estabilidade após expansão acelerada
Para o economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, o mercado começa a mostrar sinais de estabilização depois de cinco anos de forte expansão. De agosto de 2024 a julho de 2025, foram lançadas 414 mil unidades, contra 244,6 mil em 2020.
Segundo trimestre em detalhes
No período de abril a junho, os lançamentos somaram 93.319 unidades, queda de 6,8% em relação ao segundo trimestre de 2024, mas leve avanço de 0,1% sobre os três primeiros meses deste ano. A oferta final recuou 4,1% na comparação anual e 3,4% em relação ao trimestre anterior, encerrando junho com 290.086 imóveis disponíveis.
As vendas no trimestre chegaram a 102,9 mil unidades, gerando R$ 68 bilhões. Caso não haja novos lançamentos, o estoque atual seria esgotado em 8,2 meses — a menor taxa de escoamento já verificada pelo indicador.
Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, avalia que pode ocorrer represamento nos próximos meses, mas o volume de contratações em julho e agosto tende a crescer devido à pressão de preços.
Desempenho do Minha Casa, Minha Vida
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) perdeu participação de mercado, caindo de 53% para 47% dos lançamentos entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025. No acumulado semestral, porém, registrou avanços: lançamentos +7,8%, vendas +25,8% e oferta +5,7% ante 2024.
No segundo trimestre, comparado a igual período do ano anterior, os lançamentos do MCMV recuaram 15,5%, enquanto as vendas cresceram 11,9% e a oferta final subiu 5,7%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve queda em todos os indicadores: lançamentos (-10,1%), vendas (-3,3%) e oferta (-4,3%).

Imagem: Ricardo Stuckert via g1.globo.com
Petrucci lembra que a última atualização das regras do programa ocorreu em julho de 2023, pela Lei 14.620, e defende nova revisão dos tetos e descontos para compensar o aumento do custo de construção.
Com informações de g1
Dados detalhados sobre regras do Minha Casa, Minha Vida podem ser consultados no site oficial do Ministério das Cidades, em gov.br/cidades.
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