O grupo Fictor anunciou nesta segunda-feira, 17 de novembro de 2025, a compra do Banco Master em parceria com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos. A operação, entretanto, foi recebida com desconfiança por participantes do mercado financeiro e por fontes que monitoram o Sistema Financeiro Nacional.
Incertezas sobre a nova controladora
A principal preocupação diz respeito à pouca visibilidade sobre a saúde financeira da Fictor Holding. Analistas ouvidos pelo mercado afirmam que ainda não há dados públicos suficientes que comprovem a capacidade de capitalização do grupo para sustentar o Banco Master no médio e longo prazos.
Garantia aos investidores
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Master precisam continuar sendo honrados. Caso o banco não disponha dos recursos necessários, caberá ao Banco Central avaliar a liquidação da instituição, procedimento que aciona a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Negociações com o FGC
Segundo apuração do mercado, o Banco Master está há aproximadamente 45 dias negociando suporte financeiro com o FGC para reforçar sua liquidez. O fundo foi criado em 1995 justamente para proteger depositantes e garantir a estabilidade do sistema bancário.
Papel do Banco Central
Repercutiu entre especialistas o fato de que Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, foi quem vetou, no passado, a tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). Gomes deixa o cargo no fim de dezembro, o que, na visão de analistas, pode tornar a análise da nova proposta ainda mais rigorosa dentro da autarquia.
Próximos passos
Para seguir adiante, a proposta de aquisição terá de passar pelo crivo do Banco Central, que avaliará a capacidade financeira da Fictor, a origem dos recursos dos investidores estrangeiros e o plano de continuidade das operações do Banco Master.
Até o momento, nem a Fictor nem o Banco Master divulgaram detalhes adicionais sobre valores da transação ou cronograma de conclusão.
De acordo com informações disponíveis no site do Banco Central do Brasil, toda mudança de controle acionário em instituições financeiras deve ser previamente aprovada pelo órgão regulador.
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Com informações de G1
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