ASSUNÇÃO (PAR) – Após 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia confirmam para este sábado, 17 de janeiro de 2026, a assinatura do acordo que cria uma das maiores zonas de livre-comércio do planeta. A cerimônia ocorrerá na capital paraguaia, com a presença dos líderes dos quatro países sul-americanos que integram o bloco, exceto do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Representarão a UE a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Estão confirmados ainda os presidentes da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai, na qualidade de anfitrião e presidente rotativo do Mercosul.
O que muda com a assinatura
O tratado pretende integrar um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto conjunto estimado em US$ 22 trilhões. Entre os principais pontos estão:
- Redução gradual de tarifas para bens industriais e agrícolas;
- Regras comuns para investimentos e compras governamentais;
- Compromissos ambientais mais rígidos para destravar a ratificação europeia.
Próximos passos
A assinatura não conclui o processo. O texto seguirá para os parlamentos de cada país, etapa considerada politicamente sensível em vários Estados-membros da UE.
- Envio aos parlamentos: O Parlamento Europeu avaliará o texto, que poderá também passar por assembleias nacionais europeias. No Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai precisam aprovar o acordo.
- Aplicação provisória: Durante a tramitação, UE e Mercosul podem colocar em prática dispositivos como a redução de tarifas.
- Entrada em vigor total: O tratado só valerá integralmente depois que todos os países concluírem seus ritos internos.
Tensões internas
Na Europa, Alemanha e Espanha apoiam o pacto por enxergarem oportunidades para suas exportações e diversificação de fornecedores estratégicos. França, Polônia, Irlanda e Áustria lideram a oposição, alegando prejuízo ao setor agrícola local. Organizações de agricultores e ambientalistas também cobram salvaguardas mais firmes.
Do lado sul-americano, o Brasil é peça central. Governos europeus exigem provas de avanços na área ambiental para respaldar a ratificação final.
Mais detalhes sobre o tratado podem ser consultados na página oficial da Comissão Europeia.
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Com informações de g1
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