O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR), que a França não terá força isolada para barrar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A assinatura do tratado estava prevista para hoje, mas foi adiada após resistências de França e Itália.
Segundo Lula, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou estar pronta para oficializar o pacto “no início de janeiro”. O mandatário brasileiro contou ter ouvido dela que, se apenas a França se opuser, o entendimento será ratificado mesmo assim. “Não haverá possibilidade de a França, sozinha, não permitir o acordo”, ressaltou.
O presidente acrescentou que espera concluí-lo “no primeiro mês da presidência do Paraguai, pelo companheiro Santiago Peña”. Peña assumirá a presidência temporária do Mercosul no começo de 2026.
Pressão por mais proteção agrícola
A Comissão Europeia pretendia sacramentar a parceria neste sábado, criando a maior área de livre comércio do planeta. Contudo, Paris e Roma pediram mais tempo, alegando preocupação com impactos no setor agrícola.
O acordo, negociado há 25 anos, prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para bens industriais, produtos agropecuários, investimentos e padrões regulatórios.
Os debates se intensificaram nesta semana em Bruxelas, durante o Conselho Europeu encerrado na sexta-feira (19), um dia antes da cúpula do Mercosul.
Embora ainda não haja nova data oficial, interlocutores de Brasília e Bruxelas trabalham para fechar o texto definitivo nas primeiras semanas de 2026.
Para entender detalhes técnicos do pacto, a Comissão Europeia reúne um histórico das negociações e os principais pontos de convergência.
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Resumo: Lula afirma que, mesmo com a resistência francesa, o acordo Mercosul–UE deve ser assinado até janeiro, quando o Paraguai assumirá a presidência rotativa do bloco. Acompanhe nossas próximas publicações e receba alertas sobre a reta final das negociações.
Com informações de G1
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