O presidente da FSF solicitou esclarecimentos públicos sobre a gestão da SAF que administra o Confiança e levantou dúvidas sobre um montante de R$ 9 milhões. Ele comparou o modelo ao do Botafogo-PB, citando as contratações de Neném e Sassá.
O presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), Milton Dantas, voltou a cobrar esclarecimentos públicos sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que hoje administra o Confiança. Em entrevista, o dirigente comparou o modelo adotado pelo clube proletário ao do Botafogo-PB e afirmou que a diferença de desempenho em campo começaria pela escolha dos jogadores contratados.
Ao falar do elenco, Milton Dantas mencionou a chegada de Neném ao Confiança e a de Sassá ao Botafogo-PB. Para ele, essas contratações ilustrariam projetos distintos.
“Vamos começar com Neném. Aí você traz Sassá. Repare na comparação, Neném e Sassá. Já começa aí a grande diferença”, disse.
A principal crítica, porém, mirou a estrutura societária da SAF azulina. O presidente da FSF declarou ser essencial que o torcedor saiba quem são todos os donos da empresa, qual a fatia de participação da Associação Desportiva Confiança e quanto cada investidor efetivamente injetou no futebol proletário. Ele citou que 15% do capital social pertenceria ao clube e mencionou o empresário Luciano Barreto, da Construtora Celi, como alguém que teria colocado recursos no negócio.
Sem revelar nomes, Milton Dantas afirmou que outro investidor teria assumido o compromisso de aportar R$ 9 milhões e não teria cumprido a promessa. Segundo ele, trata-se de pessoa de alto poder aquisitivo no estado.
“Eu sei que um já deu calote de R$ 9 milhões, mas ninguém diz o nome desse empresário porque é gente grande do estado de Sergipe”, declarou.
O dirigente também contestou a informação de que a SAF já teria recebido R$ 18 milhões. De acordo com sua interpretação, haveria um acordo total de R$ 24 milhões dividido em parcelas anuais durante 15 anos, e parte desses valores não teria sido transferida na data combinada.
“Disseram que o Confiança já recebeu R$ 18 milhões. Vamos falar a verdade: mentira”, afirmou.
Para Milton Dantas, a prestação de contas deve ser apresentada ao quadro de sócios e ao Conselho, onde a advogada Danielle representa a associação. Ele assegurou que pretende solicitar formalmente os documentos sobre entradas e saídas de recursos, além da composição acionária completa.
“Quando chegar na minha mão documento, eu vou dizer o nome dele”, reforçou.
O debate sobre a SAF ocorre num momento delicado: o Confiança foi rebaixado da Série C para a Série D do Campeonato Brasileiro em 2026. A transformação do clube em empresa já provocava divergências internas e, com o rebaixamento, as pressões por transparência se intensificaram. Milton Dantas concluiu dizendo que somente a divulgação clara dos dados poderá restabelecer a confiança dos torcedores.
“A torcida do Confiança tem que saber quem são os donos do Confiança”, finalizou.
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