Moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, passaram a madrugada e a manhã desta quarta-feira (29) retirando mais de 60 corpos de uma área de mata próxima às comunidades, um dia depois da conclusão de uma grande operação policial na região.
Segundo relatos colhidos pelas redes comunitárias, os corpos foram levados para ruas internas dos complexos, onde familiares tentam fazer o reconhecimento antes da remoção oficial. A operação, realizada na terça-feira (28), terminou com 119 mortos confirmados pela Secretaria de Estado de Polícia do Rio de Janeiro.
Entidades da sociedade civil criticaram a letalidade da ação e solicitaram investigações independentes. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o governador Cláudio Castro apresente esclarecimentos sobre as circunstâncias da operação.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que acompanha o caso e deve instaurar inquérito para apurar possíveis excessos. Até o momento, não há divulgação oficial sobre a identidade dos mortos encontrados na área de mata.
Ainda não foi divulgado balanço sobre prisões ou apreensões de armas e drogas durante a operação.
O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), órgão que monitora estatísticas de violência no estado, mantém publicadas em seu site séries históricas de letalidade em intervenções policiais (ISP-RJ).
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Resumo: Moradores retiraram mais de 60 corpos de área de mata após operação que deixou 119 mortos confirmados nos complexos do Alemão e da Penha. O STF cobrou explicações do governo estadual e o Ministério Público investiga o caso. Continue acompanhando nossos conteúdos e compartilhe esta reportagem para manter-se bem informado.
Com informações de Agência Brasil
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