Quem comprou imóvel no Aruana pode ter os direitos ameaçados. O MPF entrou com pedido que coloca em suspenso negociações feitas de boa-fé com construtoras e imobiliárias credenciadas.
Centenas de famílias investiram suas economias na compra de imóveis no bairro Aruana, também conhecido como Zona de Expansão de Aracaju. Até o momento, esses investimentos foram feitos de maneira transparente, com as construtoras realizando campanhas publicitárias intensivas, tanto nas redes sociais quanto em outdoors. Imobiliárias e corretores credenciados pelo CRECI-SE participaram ativamente do processo de divulgação e negociação.
Essas famílias, que buscavam a tão sonhada ‘casa própria’, agiram de boa-fé, e não há dúvidas sobre a legitimidade das transações realizadas. O processo de venda ocorreu de forma clara e sem indícios de irregularidades, levantando questionamentos sobre a atuação dos órgãos fiscalizadores que, até então, não demonstraram qualquer aviso ou impedimento antes do início das vendas.
Com um clima de confiança, os novos empreendimentos foram apresentados em feiras imobiliárias e stands das construtoras, onde clientes podiam conhecer apartamentos decorados e obter informações diretamente com os corretores. Este processo se estendeu por vários meses, sem qualquer suspeita de problemas.
No entanto, no início de junho de 2026, notícias sobre um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para a “paralisação imediata de obras de prédios com mais de quatro andares na região da Zona de Expansão” começaram a circular. O vereador Breno Garibalde se manifestou sobre o assunto durante o Pequeno Expediente da Câmara Municipal de Aracaju, conforme reportado no site da própria câmara.
“Fiquei feliz com a decisão”, afirmou Garibalde, ressaltando que “a suspensão das licenças é uma medida necessária até que o município atualize o Plano Diretor”.
Entretanto, o vereador não abordou a situação angustiante das famílias que agora enfrentam a incerteza quanto às suas aquisições. Com suas economias esgotadas, essas famílias vivem a frustração de não saber o que ocorrerá com os imóveis que adquiriram.
Embora o adiamento de novas licenças possa ser considerado uma medida prudente diante das alegações levantadas, o temor de um embargo das obras já iniciadas gera um grande sofrimento para aqueles que investiram recursos significativos na compra de seus apartamentos. A dúvida que paira no ar é: como fica o direito das famílias, vereador Breno Garibalde?
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