Zurique – A Nestlé informou nesta quinta-feira (16) que eliminará 16 mil postos de trabalho até 2027 como parte de um amplo programa de reestruturação apresentado pelo novo diretor-executivo, Philipp Navratil. O anúncio veio na divulgação dos resultados dos primeiros nove meses de 2025.
Segundo o grupo suíço, 12 mil vagas administrativas em vários países serão encerradas, medida que deve gerar economia anual de 1 bilhão de francos suíços ao final do período. Outros 4 mil empregos já estavam envolvidos em iniciativas de otimização de produção e cadeia de suprimentos.
Resultados em queda
Entre janeiro e setembro, a companhia registrou faturamento de 65,9 bilhões de francos suíços (US$ 83 bilhões), retração de 1,9% em comparação com igual intervalo de 2024.
Novo comando
Navratil, na empresa desde 2001, assumiu o cargo em setembro. O executivo iniciou carreira como auditor interno, passou por operações na América Central e no México e liderou estratégias de marcas como Nescafé e Starbucks.
Turbulência na alta direção
A troca de comando ocorreu poucas semanas após a demissão do francês Laurent Freixe, dispensado por manter relacionamento com uma subordinada, violando o Código de Conduta da multinacional. A investigação foi conduzida pelo presidente do conselho, Paul Bulcke, e pelo conselheiro independente Pablo Isla, com apoio de advogados externos.
De acordo com o portal suíço SRF, a primeira suspeita foi comunicada em maio por um canal interno de denúncias. Uma apuração inicial não encontrou evidências, mas relatórios posteriores confirmaram o vínculo amoroso, levando ao desligamento do executivo.
Bulcke também anunciou que deixará a companhia, encerrando um mês considerado conturbado nos bastidores da Nestlé, que busca retomar crescimento após a estagnação observada desde a escalada inflacionária de 2022.
Fundada em Vevey, a Nestlé controla mais de 2 mil marcas, entre elas Nescafé, Maggi e KitKat, com presença relevante na América Latina.
Segundo análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT), grandes cortes corporativos costumam ter impacto prolongado nos índices de emprego e nos ecossistemas locais, deixando o mercado atento aos desdobramentos do plano suíço.
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O processo de reestruturação marca uma nova fase para a Nestlé, que tenta ganhar agilidade em meio à pressão por eficiência. Continue acompanhando nossas atualizações para saber como o plano evolui e quais setores serão mais afetados.
Com informações de g1
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